Por: Ricardo Daniel Treis | 5 anos atrás

A ponte

Ligando absurdos de realidades distintas, uma ponte traceja caminhos de vários em um sentido só. Muito dinheiro para se construir uma ponte, muita história de amor encurtada pelo traçado curvo de “algo concreto”.

Nas duas mãos, eis que gritar da ponte vira o “grito do momento” e pará-la torna-se a forma mais incongruente de perceber que ela já estava ali, parada.

Várias cabeças e diferentes gritos deram as mãos em aparente consonância, mas surge a força cumpridora das forças ocultas e desfaz em gás o gás da voz.

O gás faz verter lágrimas de uma derrota gigante, a derrota da decepção de que sós não fazemos pontes.

O gesto do inocente confronta o choque.

Um gesto que hoje provoca choque e nos põe em xeque.


Foto de Everton Nunes, publicada junto a texto de seu amigo Cartunista Zappa.