Por: Ariston Sal Junior | 30/05/2014
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Reprodução/AN-RBS

A angústia da família de Emili Miranda Anacleto, de um ano e 11 meses, completa nesta sexta-feira 10 dias. A menina de Jaraguá do Sul desapareceu no dia 21 de maio e até agora não foi localizada. O pai dela, Alexandre Anacleto, de 31 anos, a levou sem o conhecimento da mãe durante uma visita assistida na sua residência.

Alexandre estava separado de Josenilda Alves de Miranda, 21, desde fevereiro deste ano. Dois dias depois, o carro de Alexandre foi encontrado incendiado na praia de Itajuba, em Barra VelhaLitoral Norte de SC, com um corpo carbonizado dentro.

Desde então, a polícia busca pistas do paradeiro da menina. Estão envolvidos na investigação policiais civis de Jaraguá do Sul, Barra Velha e da Delegacia de Pessoas Desaparecidas de São José, na Grande Florianópolis.

Nesta quinta-feira, a delegada Milena de Fátima Rosa, da Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso de Jaraguá do Sul tomou o depoimento da avó paterna da menina Marlene Anacleto, que disse ter sido a última pessoa a manter contato com Alexandre.

Ela contou à polícia que o filho teria ligado logo depois de ter levado a menina da casa da mãe e informou que Emili estaria bem e que ele não voltaria para casa por medo. A mãe suspeita que o filho esteja morto devido as ameaças que recebeu em março, mas ela não tem ideia de quem teria feito isso.

Também disse que não sabe quem poderia estar com a neta. Além da avó paterna de Emili, a delegada Milene ouviu ontem uma pessoa conhecida das famílias da mãe e do pai da criança e que não teve o nome revelado.

— Essa pessoa nos passou alguns detalhes de como eram as duas famílias e o relacionamento entre elas. Por isso, não posso divulgar detalhes a respeito. As informações nos ajudam a entender melhor certos conflitos e acusações feitas entre os familiares desde o desaparecimento de Emili — afirma a delegada.

Delegados traçam novas estratégias

A delegada responsável pelo caso disse que o desaparecimento de Emili intriga a polícia. Ela pretende elucidar o caso o mais rápido possível.

— Estamos tratando de um caso bem delicado de conflito entre famílias e que resultou no desaparecimento de uma criança indefesa e incapaz de se manter sozinha. Temos urgência em encontrá-la — salienta.

Desde que o carro de Alexandre foi encontrado queimado com um corpo carbonizado, a polícia trabalha em duas investigações: uma para descobrir se o corpo é o do pai de Emili e outra para saber o paradeiro da criança.

Hoje, o delegado Wanderley Redondo, da Delegacia Especializada em Pessoas Desaparecidas, se reúne com a delegada Milena para fazer um apanhado do trabalho feito até agora e traçar novas estratégias.

Entenda o caso

21 de maio:
O pai de Emili, Alexandre Anacleto, vai até a casa da mãe da menina, Josenilda Alves de Miranda, em Jaraguá do Sul, para fazer uma visita assistida à criança. Depois de uma discussão, ele foge com a menina dizendo que iria matá-la e depois cometer o suicídio.

No mesmo dia, sem notícias do ex-marido e da filha, Josenilda registra um boletim de ocorrência na Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso de Jaraguá do Sul, denunciando o rapto da filha pelo pai.

23 de maio:
O carro do pai de Emili é encontrado queimado em Barra Velha. Dentro dele havia o corpo de uma pessoa carbonizado, que não foi identificado por causa das queimaduras. O corpo é encaminhado para o IML de Itajaí, onde passa por exame de DNA que ficará pronto em até 30 dias.

26 de maio:
As polícias de Barra Velha e Jaraguá do Sul começam a realizar visitas às famílias paterna e materna de Emili. Todos asseguram que a garota não estava acompanhada do pai quando ele foi visto pela última vez.

28 e 29 de maio:
Os delegados das duas cidades chamam os familiares e conhecidos da menina Emili e do pai Alexandre para prestarem depoimento.

Ajude a encontrar Emili
Quem souber do paradeiro da menina pode avisar a Polícia Civil pelo telefone (47) 3370-0331 ou através do Disque-denúncia da Polícia Civil pelo 181.

Via AN