Por: Sistema Por Acaso | 3 anos atrás

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Um bebê com apenas um mês e meio de vida conseguiu sobreviver após o carrinho onde estava ter sido atingido na calçada por um veículo que havia acabado de se envolver em um acidente de trânsito no bairro Paranaguamirim, no final da tarde deste sábado.

A criança chegou a ser arremessada para fora e caiu metros depois na brita, próximo ao cruzamento das ruas Antônio Wronski e Adolfo Meike. Em pânico, a mãe pegou a criança no colo e começou a gritar pedindo ajuda.

Passava das 17 horas e o soldado da cavalaria Paulo Henrique Batti, 29, realizava o policiamento de rotina naquele instante quando viu a cena da mãe desorientada, sacudindo uma menininha já roxa e que escorria sangue pela boca.

O policial desceu do cavalo e imediatamente percebeu que sozinho não poderia realizar o atendimento. Parou um carro que passava pelo local e pediu ao motorista que os levasse ao P.A. Sul. A mãe e a outra filha, de 10 anos, ambas com escoriações, seguiram junto.

No meio do caminho o bebê parou de chorar e de respirar.

— Coloquei dois dedos no peito da menininha e apertei quatro vezes. Ela então cuspiu um pouco de sangue e um fluido branco, e voltou a respirar — contou Batti.

Próximo ao P.A., o sinal do semáforo na rua João Costa com a Monsenhor Gercino ficou vermelho e havia muitos veículos na frente. O soldado desceu do carro e percorreu os últimos 100 metros correndo.

Deu tempo. A criança foi levada para a UTI do Hospital Infantil, onde permanecia até a tarde deste domingo. De acordo com a assessoria de imprensa do hospital, o estado de saúde da pequena Kauany inspira cuidados.

O diagnóstico é de traumatismo craniano leve e ela respira sem ajuda de aparelhos. Como bateu a cabeça, ficará 72 horas em observação e está sendo submetida a vários exames.

No final da tarde de domingo, Batti reencontrou a mãe, Quezia Salla, 34 anos, no hospital. A mãe agradeceu ao policial que salvou a vida de sua filha.

-— Foi um alívio quando vi o policial naquela hora — contou a mãe. Quezia diz que estava voltando da farmácia e já perto de casa quando tudo aconteceu.

Batti também tem dois filhos, mas procurou deixar a emoção de pai de lado e agir o mais rápido possível. O policial lembra que procurou o tempo todo manter as vias respiratórias desbloqueadas.

Em sete anos trabalhando na cavalaria da Polícia Militar, Batti nunca havia se deparado com algo parecido. Um dia que nunca irá esquecer.

Um inquérito será aberto para apurar as causas e responsabilidades do acidente envolvendo os dois veículos, um Fiat Siena e um Ford Pampa. Segundo a Polícia Militar, o motorista do Pampa, tinha 17 anos.

Matéria por Claudine Nunes, publicada no jornal A Notícia, 1º de março de 2015.