Por: Gabrielle Figueiredo | 3 anos atrás

Segue artigo publicado no site da Revista Galileu

No Encontro Nacional de Astronomia, pesquisadores apresentaram previsões de que talvez tenhamos uma ~leve era do gelo em 2030. O estudo, anunciado pela professora Valentina Zharkova, da Universidade de Nortúmbria, foi baseado em modelos computadorizados de manchas solares – segundo ela, o modelo seria extremamente preciso, com 97% de acertos ao mapear movimentos anteriores da atividade solar.

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Se as previsões continuarem certas, lá por 2022, um parte de ondas irá se mover até o fim dos hemisférios norte e sul do Sol, o que reduziria a atividade solar. Eventualmente as duas ondas estariam em sincronia, entrando em seu pico ao mesmo tempo, mas em hemisférios opostos. Isso causaria o que é chamado por climatologistas de mínimo de Maunder.

O mínimo de Maunder foi um período de 70 anos, entre 1645 e 1715. O Sol produziu poucas manchas solares e isso levou a Terra a uma pequena ‘era do gelo’ – partes da Europa e dos EUA tiveram invernos extremamente intensos, com o rio Tâmisa, de Londres, congelando por 7 semanas seguidas (rolaram até festivais sobre o rio!). Essas condições são esperadas para os próximos 15 anos.

Porém vale ressaltar, que os acontecimentos são independentes do aquecimento global causado pela atividade humana. Uma coisa é a redução da atividade solar, a outra é o aumento da temperatura ocasionado pelo efeito estufa, desmatamento e emissão de gases. Então não significa que devemos esquecer das responsabilidades ambientais ao esperar um resfriamento por conta do Sol.