Por: Gabrielle Figueiredo | 3 anos atrás

Segue artigo publicado no site O Barato de Floripa

Você já deve ter ouvido falar da flor de sal, um aglomerado de cristais que se forma na superfície da água do mar e que serve como uma alternativa mais saudável ao tradicional sal de cozinha. O problema é que o produto costuma ser produzido fora do Brasil e chega aos supermercados nacionais com preços bem salgados, com o perdão do trocadilho.

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Foto: Divulgação

Mas uma pequena planta nativa de regiões litorâneas de Santa Catarina está sendo estudada também como alternativa ao vilão da pressão alta. O sal verde, extraído da Sarcocornia Ambigua, uma espécie de ‘cáctus aquático’,  tem três vezes menos cloreto de sódio do que o sal convencional e ainda ajuda a controlar o colesterol e até alguns tumores.

A planta foi descoberta há 10 anos em Santa Catarina pela bióloga e fitoterapeuta Cecilia Cipriano Osaida e por Amaury Silva Júnior, na época pesquisador da Epagri, hoje aposentado. Atualmente, pesquisadores da UFSC estão estudando como produzir a planta em larga escala e disponibilizá-la para consumo.

Localizada no Bairro Barra do Aririú, em Palhoça, há registros da espécie também em São Francisco do Sul e no Rio Grande do Sul, o que indica que, possivelmente, a planta tem condições de se desenvolver em todo o litoral do Sul do Brasil.

A ideia, no futuro, é produzir o sal verde em antigas áreas de cultivo de camarões. Os estudos para possibilitar que o sistema de produção mantenha as características da planta ainda não tem data para começar e devem durar até três anos.

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