Por: Gabrielle Figueiredo | 2 anos atrás

Há quatro anos, o aposentado João Pereira de Souza salvou a vida de um pinguim de Magalhães que apareceu na praia da Ilha Grande, Rio de Janeiro, encharcado de óleo. Ele limpou o animal, lhe deu água e comida e tentou fazer com que ele voltasse para o mar. No entanto, o bichinho batizado de Jinjing, decidiu ficar por ali mais um tempo na companhia do novo amigo.

Desde aquele dia 20 de março de 2011, Jinjing passa cerca de oito meses na companhia de João e apenas durante quatro meses ele viaja de volta para sua terra natal, na Patagônia, Argentina, há cerca de 3 mil quilômetros de distância.

Normalmente, nas viagens mais longas, o pinguim parte em fevereiro e retorna em junho.“Quando ele retorna, sempre parece muito feliz em me ver,” disse o aposentado em entrevista ao The Wall Street Journal.

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Quando estão juntos, Jinjing e João fazem longas caminhadas na praia, nadam juntos e até mesmo surfam. No entanto, não é somente o dono ama as visitas do bichando, os demais habitantes da ilha também adoram mimar a ave marinha. “Ele é o mascote da aldeia”, diz Carlos Eduardo Arantes, que cuida da vila de pescadores na qual Jinjing foi salvo.

A espécie de Magalhães é conhecida por migrar milhares de quilômetros entre colônias de reprodução na Patagônia e viajar para alimentar-se mais ao norte. Eles tipicamente acasalam em setembro, põem ovos e em seguida e têm os filhotes entre dezembro e fevereiro.

Fonte: Animais Sensacionais