Por: Ricardo Daniel Treis | 6 anos atrás

Das casas da Avenida Atlântica que resistiram ao frenesi imobiliário de Balneário Camboriú:

Paredes erguidas há décadas foram tomadas pelas sombras, enquanto a vizinhança alcançava o céu. Em meio à profusão de edifícios que toma conta da Avenida Atlântica, em Balneário Camboriú, casas resistiram à passagem do tempo e ao apelo da construção civil. São apenas sete residências, em seis quilômetros de praia, num dos endereços mais cobiçados e caros da região _ um privilégio que fez delas pontos de visitação.

Não raro, turistas param em frente às residências para fotografá-las. Das sete, pelo menos três têm cercas e muros baixos e um ar retrô, lembrança do tempo em que raras não eram as casas, mas os edifícios.

_ Nossa vizinhança era cercada de casas. A maioria, de pessoas que vinham de Brusque ou Blumenau para passar o verão em Balneário Camboriú. Com o tempo, muitos acabaram trocando os terrenos por apartamentos _ conta Lio César de Macedo, dono de uma vistosa casa de madeira branca e vermelha construída em 1956, de frente para o mar.

Macedo comprou a casa na década de 70 para o lazer da família, que vive em Itajaí. Saudoso, lembra de quando a Avenida Atlântica não passava de uma estrada de terra e os terrenos eram povoados de lagartos, que assustavam os desavisados.

Com o passar dos anos, os prédios avançaram _ e aumentaram as propostas e os valores oferecidos à família em troca do terreno. Macedo prefere fazer segredo quanto ao montante das ofertas, mas diz que não pensa em se desfazer da casa. Nem ele, nem os filhos e netos:

_ Temos o privilégio de ficar na beira da praia, sem estarmos engaiolados _ diz o filho, João Macedo Neto.

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