Por: Ricardo Daniel Treis | 6 anos atrás

Desde terça-feira venho fazendo contato com a Ouvidoria do município pedindo resposta para duas questões, mas até agora não recebí nada. Preferia trabalhar com dados vindos da fonte, mas pela falta de interesse da Fundação Cultural em comunicar-se vou ter que usar do que foi publicado no Correio do Povo terça-feira para a formação deste post.

Conforme Patrícia Moraes apresentou em sua coluna Plenário, a Fundação Cultural investiu R$18 mil no África Show (evento já apresentado pela prefa na cidade há dois meses atrás) e mais R$77 mil na vinda da Escola de Samba Protegidos da Princesa e 1º Encontro Nacional de Mestres-Sala e Porta-bandeiras. Irritante.

QUANTOS SHOWS PODERÍAMOS PROMOVER COM 77 MIL REAIS?
Vamos manter baixo só pra ter uma idéia, e desconsiderar a cifra rasgada com o África Show.

Concebam que pagando o cachê de Dazaranha, Spyzer Project, Dupla Dany e Rafa, Armandinho, Leozinho, Peçanha & Paciornik numa única festa ainda ia sobrar dinheiro.

Quantas tribos se reuniriam num evento assim? A mistura pode não combinar muito, mas poderiam fazer no estacionamento da Arena Jaraguá que ainda ia faltar espaço.

Ou que tal se pegássemos TODAS as bandas de pagode da cidade e região, e assim promover o nosso samba? É chute, mas acho que a verba dava e sobrava.

Outros shows que poderiam ser feitos com folga: NX Zero (R$55 mil), Blitz (R$45 mil), Ultraje a Rigor (R$38 mil), Almir Satter (R$50 mil). 

O evento do dia 25 de julho vai ser na Recreativa Marisol. Não cabe esse público, mas se fossem sete mil pessoas lá prestigiar o ingresso ainda assim custaria R$11. Dá pra considerar justo?

No começo do ano coloquei: o samba também merece seu espaço, mas que os investimentos sejam equivalentes às necessidades de demais manifestações culturais. A cidade tem mais de 130 bandas de rock. Esse pessoal também vai ter R$77 mil investidos na apresentação de seu talento?


A imagem que ilustra o post peguei no blog do Peron. Ele não citou o autor, mas foi uma boa sacada… 

E façam a Fundação Cultural saber de seu descontentamento, enviem um email para ouvidoria@jaraguadosul.com.br ou liguem gratuitamente no 0800 624 0156. Suas observações devem ser direcionadas à pessoa Jorge Luis da Silva Souza, presidente da Fundação Cultural. Peçam que o contato também seja encaminhado à prefeita.