Por: Anderson Kreutzfeldt | 10/07/2014

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As pessoas procuram as academias por variados motivos óbvios, tais como hipertrofia, emagrecer, e até mesmo saúde e bem estar.
Com isso muitas vezes o aluno vem para a academia, com todo seu treino montado em sua cabeça, e muitas vezes até sua dieta, e com aquele velho dilema, quero crescer e não definir, ou quero definir e não crescer, não querendo um treino com repetições altas para não “QUEIMAR” a sua musculatura, ou vice versa, não querendo um treino com repetições baixas para não ficar musculoso demais (se assim fosse fácil, não teríamos gente obesa, e um numero maior de fisiculturistas andando pelas ruas).
Primeiramente para se atingir seu objetivo é muito mais complexo do que se imagina. As condições nutricionais e genéticas do indivíduo são de suma importância, mas vamos nos ater no que realmente me cabe, já que sou apensa um mero treinador e um simples professor de educação física, e não um médico e muito menos um nutricionista para prescrever dietas.

Como o músculo não sabe contar, a hipertrofia muscular pode ser definida fisiologicamente como: aumento da secção transversal do músculo esquelético, ocorrendo devido à sobrecarga imposta ao músculo, seja ela tensional ou metabólica. Sobrecarga tensional: Causa a hipertrofia miofibrilar devido ao aumento das proteínas contráteis nas miofibrilas, que ocasiona o aumento no numero e tamanho dessas miofibrilas. Isso ocorre por causa do treinamento com cargas elevadas e baixas repetições, daí vêm à tese de que 3x 10 a 12 repetições sirvam para “crescer”, más vejamos abaixo.

Sobrecarga metabólica: Causa hipertrofia sarcoplasmática (aumento do volume do sarcoplasma devido ao acúmulo de creatinafosfato, glicogênio e água intramuscular) que ocorre devido ao tempo prolongado de contração, sugerindo repetições elevadas (as tais 4×15 à 20) com cargas mais baixas.
Assim sendo, sobrecarga tensional é inversamente proporcional a metabólica (Santarém, 1999)

A sobrecarga tensional produz um estresse mecânico ao músculo, enquanto a metabólica um estresse bioquímico. Utilizo em minhas preparações com atletas e em treinos com pessoas normais do cotidiano, de forma inteligente uma periodização, manipulando de acordo com a temporada de treinos ao longo do ano, diversos tipo de técnicas de treinamento, respeitando é claro a individualidade biológica e o tempo e experiência de treino de cada um, para evitar o “over training”(excesso de treinamento) que pode ocasionar lesões em tecidos moles (cotovelos ombros etc..), e com isso afastando meus atletas e alunos de sua rotina de treino (martelada certa e objetiva no tempo certo).

Com atletas em pré contest (perto das competições), devido a baixa demanda de carboidratos, consecutivamente a diminuição da força, uso treinos metabólicos, justamente para evitar esse tipo de lesão, nessa fase os atletas estão com o percentual de gordura baixíssimo e extremamente definidos, vindo daí a suposição de que repetições altas definiriam, mas o real valor não é esse e sim prevenção e “PUMP” muscular.
Conclusão: os dois tipos de treinamentos, tanto tensional, quanto metabólico, servem para hipertrofiar, um hipertrofiando dentro, a fibra, e o outro o que envolve as fibras, o sarcoplasma.

Para finalizar peço que você se atenha em profissionais que são realmente capacitados, formados e devidamente registrados no CREF (conselho regional de Educação Física), cabendo a ele utilizar suas próprias técnicas e “feeling”, para escolher a melhor opção naquele momento para o seu aluno ou atleta, independente de sua modalidade!

FOCO NOS TREINOS!

Fabiano Caviquio
Treinador /professor
CREF: 015293-G/SC