Por: Anderson Kreutzfeldt | 10/01/2014

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Vale tudo, bicho! Táticas do “salve-se quem puder” incluem de jatos de tinta à automutilação. Confira:

MORTO, REX, MORTO!

Animal – Gambá (Didelphis sp.)

Seus Predadores – Cachorros, jaguatirica, corujas, harpias e gaviões

Táticas usadas – “Arma química” e uma boa interpretação

Como funcionam – Todos sabem que o gambá expele uma substância fedida quando acuado. Mas pouca gente conhece sua segunda tática de defesa: se a “bomba química” não deixar o predador atordoado, ele se finge de morto, resistindo a boas pancadas sem se mover. Quando o inimigo se distrai e acha que liquidou a fatura, o gambá escapa

TRATAMENTO DE CHOQUE

Animal – Poraquê (Electrophorus electricus)

Seus Predadores – Não tem predador natural

Táticas usadas – Choque elétrico

Como funcionam – Esse estranho peixe da Amazônia tem a aparência de uma enguia e conta com um mecanismo inusitado para se defender de quem mexe com ele: choques elétricos. As descargas que o poraquê solta podem chegar a 600 volts, com corrente suficiente para acender uma lâmpada fluorescente, fazendo um belo estrago em seus oponentes

COMIGO NINGUÉM PODE

Animal – Gazelas (Gazella ssp.)

Seus Predadores – Leões, leopardos e guepardos

Táticas usadas – Exibicionismo total

Como funcionam – Para escapar dos grandes predadores das savanas africanas, as gazelas usam uma estratégia grupal de defesa. “Elas ficam pulando que nem doidas, não para assustar o predador, mas para mostrar que são vigorosas e capazes de correr rapidamente para escapar de um eventual ataque”, diz o etólogo César Ades

EU SOU VOCÊ AMANHÃ

Animal – Mosca (Zonosemata vittigera)

Seus Predadores – Aranhas papa-moscas dos gêneros Metaphidippus e Phidippus

Táticas usadas – Imitar o oponente

Como funcionam – Essa espécie de mosca imita seu predador, colocando as asas para a frente e movimentando-as para cima e para baixo, numa batida que lembra o movimento das patas da aranha papa-mosca. A imitação do predador dá certo porque essas aranhas são bichos territoriais e evitam umas às outras

FUGA EN SU TINTA

Animal – Polvo (Octopus ssp.)

Seus Predadores – Golfinhos, tubarões e moréias

Táticas usadas – “Arma química” e uma boa interpretação

Como funcionam – Quando está sendo perseguido, o polvo solta um jato de tinta escura para turvar a vista de seu oponente e poder escapar. Algumas espécies ainda dão um show de interpretação. Existe um polvo, por exemplo, que muda de cor e esconde seus braços, deixando só dois deles à mostra para parecerem duas serpentes venenosas

CORTAR O MAL PELA RAIZ

Animal – Lagartixa (Hemidactylus mabuya)

Seus Predadores – Serpentes, ratos, gatos, aranhas, pássaros e outros lagartos

Táticas usadas – Automutilação

Como funcionam – Várias espécies de lagartixas recorrem à automutilação espontânea (chamada de autotomia) para salvar a própria pele. Quando estão sendo perseguidas, elas cortam um pedaço do próprio rabo. Essa parte continua se movimentando por um tempo, atraindo a atenção do predador e permitindo que a lagartixa (ou o que restou dela…) fuja

CORPO FECHADO

Animal – Pangolim (Manis temminckii)

Seus Predadores – Hienas e leopardos

Táticas usadas – Blindagem instantânea

Como funcionam – Esse mamífero, comum na Ásia e na África, tem o corpo coberto por duras escamas dispostas como as telhas de um telhado. “Quando se sente ameaçado, ele se enrola como um tatu-bola, mantendo só as placas expostas”, diz o biólogo Mário Rolo, da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Nem o mais paciente predador consegue penetrá-las

JOGO SUJO

Animal – Cobra d’água (Liophis miliaris)

Seus Predadores – Corujas, gaviões, siriemas, outras cobras e gambás

Táticas usadas – “Arma química”

Como funcionam – Quando se sente acuada por um predador, essa cobra solta um jato pra lá de fedido, com uma mistura de fezes, urina e secreções produzidas por uma glândula anal. “É uma tática defensiva eficiente de serpentes que não são peçonhentas”, afirma o biólogo Giuseppe Puorto, do Museu Biológico do Instituto Butantan, de São Paulo.

via Mundo Estranho.