Por: Isah Sanson | 7 anos atrás

Booom! O fenômeno do Facebook explodiu, e quem soltou a bomba já contabiliza – e reclama dos atingidos. Sim, quem fez o Facebook estourar foi você, usuário que se orgulha de ter sua conta desde o surgimento, em 2004. Não sabia que era 2004? Achou que era 2009? Pois é, você não foi “um dos primeiros usuários”. Talvez alguém também tenha pensado que você estragou a parada.

“Maldita inclusão digital”, dirão os mais preconceituosos. Quem vê até pensa que a pessoa sempre teve acesso a internet. “Eu tenho desde que surgiu.” Ah é? E antes dela, honey… Você não existia? Oh, wait: inclusão digital. Um dia a internet chegou pra você e agora tá chegando pra outras pessoas. Com um certo atraso, é fato… Mas isso não te torna mais merecedor que os outros.

Há aqueles que digam que a culpa é dos ex-usuários do Orkut, que agora invadem sua rede social favorita e a poluem com mensagens motivacionais e -já não era sem tempo- gifs animados. “É a Orkutização do Facebook”, se vangloriam os pseudo-intelectuais-cult”. Curioso que as pessoas que dizem isso já foram usuárias do Orkut um dia. “Mas eu excluí o meu há tempos”, se defenderão. Engraçado é que todos chegamos a esse ponto, cedo ou tarde: excluímos uma rede social que não agrada mais e, quase que inevitavelmente, excluímos os usuários das mesmas, criando uma barreira preconceituosa e babaca.

“Ah, lá vem a defensora do Orkut.” Não tenho Orkut, se isso interessar. Achou incoerente? Volta e lê de novo. O motivo deste post não é ter ou não ter uma rede a mais. O motivo é elas serem origem de mais um preconceito de miseráveis intelectuais com pensamento limitado (dessas pessoas que não aprenderam ainda que miséria, diferente de pobreza, nada tem a ver com condição financeira, sabe?).

E chegamos novamente ao mais controverso ponto de um mistério-blasé-ridículo da humanidade: a “rede social” que deveria aproximar, no fim das contas, afasta. Vi certa vez uma comparação que merece atenção. Dizia o ilustre autor que-não-lembro-o-nome – “Rede social é como um carro: você pode utilizar para buscar os amigos para uma festa ou para pegar a estrada sozinho.”

E é aí que tá o segredo: amigos. Não compreendo gente anônima com mais de 1.000 “amigos” no Facebook. Penso que a pessoa certamente não interage com metade desse número, e dos quais interage, vez ou outra deve xingar, cutucar e ofender alguns. “Só aqueles babacas que ficam reclamando do tempo…” “Ou aquelas mal comidas que ficam pedindo alguém para aquecê-las nesse inverno”.

– Aiiiih que dia friuuuuu, quero um cobertor di orelha!!!!!
– Quer calor, vai pra BR pedir pra um caminhoneiro te levar pra Bahia. Assim já consegue outro clima e o cobertor de orelha que merece, burra.

Mas e aí, me diz: é mais chato o mimimi dessas pessoas com as reclamações diárias delas, ou o seu mimimi, reclamando das reclamações alheias?

Sério, gente… Que deselegante! Que desnecessário.
Quando as pessoas respondem com o argumento não elaborado de que “lê quem quer”, estão certas. Corretíssimas, eu diria. As opções de Bloquear, Reportar Conteúdo Inadequado e Excluir estão aí pra isso. Block e Delete no usuário e seja feliz! Sem preconceito. Sem chacotinha barata. Sem agressões gratuitas e discussões com argumentação sem foco. “Você é uma otária por falar essas coisas, Isah!” Sem escrever imensos posts no blog para expor sua indignação com a falta de problemas maiores na vida de algumas pessoas (que você aceitou porque quis, meu filho). OPA! Mas peraí, caceta!