Por: Isah Sanson | 7 anos atrás

Dirigentes da Weg Química e do Sindicato dos Trabalhadores Químicos (Sintiquip) devem se reunir hoje para debater uma proposta de reajuste salarial para os funcionários da produção. Presidente do sindicato, Sérgio Luís Ferrari diz que os trabalhadores reivindicam 10% de aumento no salário e não descartam fazer greve caso não se chegue a acordo.

Na sexta-feira, a empresa ofereceu 3% de antecipação salarial a partir de 1º de março, um aumento que seria recebido na data-base da categoria, em 1º de agosto. A proposta não agradou aos dirigentes do sindicato, que decidiram marcar nova reunião com representantes da empresa. Conforme Ferrari, os cerca de 300 trabalhadores da produção recebem salário de, em média, R$ 1,1 mil. A unidade de Guaramirim tem hoje 500 funcionários.

“A iniciativa de reivindicar melhores salários foi dos trabalhadores. Eles perceberam o bom momento da economia e decidiram lutar por um salário mais justo, que a empresa tem condições de oferecer”, afirma. Na reunião de sexta, o diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos de Santa Catarina (Dieese), José Álvaro Cardoso, ressaltou que o lucro líquido da empresa aumentou 17% no último ano.

Em nota, a Weg informou que investe constantemente em melhoria do ambiente de trabalho, de salários e de benefícios acima da média de mercado e que confia na “avaliação criteriosa e justa da entidade e no bom andamento das negociações. A empresa alega que o salário dos trabalhadores da Weg Tintas é 62,18% acima do piso da categoria (R$ 761) e que a participação nos resultados relativa a 2011 foi de 1,85 salário, que seria 65% maior do que a média das empresas da região.

SAIBA MAIS
A Weg também afi rma que, em 2011, 43,92% do quadro da unidade tiveram aumento por meio de promoções e enquadramentos, além da convenção coletiva, e que a folha cresceu 8,17% acima da receita operacional bruta nos últimos quatro anos.

Via AN.