Por: Sistema Por Acaso | 3 anos atrás

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A operação secreta AURORAGOLD, da americana NSA (Agência de Segurança Nacional), desde 2010 monitora e-mails de mais de 1.200 contas associadas a operadoras de celular no mundo inteiro. A operação intercepta documentos técnicos internos de planejamento dessas empresas de modo a explorar — ou mesmo criar — falhas nos sistemas de telefonia móvel que permitem à agência espionar virtualmente qualquer conversa.

De acordo com documentos contidos no pacote de material fornecido ao “The Intercept” pelo denunciante Edward Snowden, a NSA tem espionado centenas de empresas e organizações a nível internacional, inclusive nos países aliados dos Estados Unidos, em um esforço para encontrar falhas de segurança nas tecnologias celulares, brechas que depois poderia explorar para manter sua vigilância.

Os documentos também revelam como a NSA planeja introduzir secretamente novas falhas em sistemas de comunicação, para que possam ser aproveitadas — tática controversa que especialistas em segurança afirmam representar um risco de que a população em geral fique exposta a hackers criminosos.

Com o codinome AURORAGOLD, a operação secreta tem monitorado o conteúdo das mensagens enviadas e recebidas por mais de 1.200 contas de e-mail associadas com as principais operadoras de redes telemóveis, interceptando documentos de planejamento confidenciais dessas empresas, valioso material que ajuda a NSA a invadir redes telefônicas.

O porta-voz da NSA Vaneé Vines disse em comunicado que a agência “trabalha para identificar e informar sobre as comunicações dos alvos estrangeiros válidos”, de modo a antecipar ameaças dirigidas aos Estados Unidos e a seus aliados.

Um documento da NSA, datado de maio de 2012, revela que a agência até então havia coletado informações técnicas sobre cerca de 70% das redes de telefonia celular em todo o mundo. Isso representava 701 redes de um total estimado de 985 sistemas. Além disso, mantinha uma lista que então reunia cerca de 1.201 e-mails “seletores” utilizados para interceptar dados internos de funcionários dessas empresas. (“Seletor” é um termo interno da NSA que designa um identificador exclusivo, como um endereço de e-mail ou número de telefone)

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