Por: Ricardo Daniel Treis | 7 anos atrás

Estimados, já associaram os cinco sentidos a um point? Olha pela ordem: ninguém gasta dinheiro com prazer num lugar que fede, tenha comida ruim, seja desconfortável ou tenha uma decoração demasiada grosseira. Se for ver, todo empresário prima (ou pelo menos tenta) agradar nesses pontos, mas ainda tem o patinho feio dessa história: cadê o respeito à audição? Oras, música ambiente também é marketing!

Tem supermercado que sabe muito bem disso, os caras fazem seleção de faixa até conforme horários. Não é bobagem… Com o cliente lá se arrastando tranquilo entre as prateleiras, chapado de Enya, o que eles ganham? Tempo. E todo mundo aí sabe que quanto mais tempo se passa dentro dum supermercado, maior é a conta no caixa.

A lição não é difícil de adaptar aos demais modelos. Restaurantes pedem tranquilidade, bares pedem alegria, baladas pedem agito. O toque é que, caso não haja temática, seja respeitada a variedade de estilo e também a qualidade do que é tocado.

Amados empresários, ao pensarem em ambiente, abandonem esse relaxamento de “vou gravar um cedêzinho” jogando nele tudo que tem dentro do computador. E quanto à contratação de músicos, pelamor, peçam referências. Quantas noites já ví arruinadas pela pobreza do repertório, falta de criatividade e o talento questionável daquele fulano que estava no palco surrando um violão.

Se a gente quer sair pra gastar dinheiro nessa cidade, contribuam. Música ambiente é responsabilidade.


Nota pessoal: e à PQP com aquela insuportável “Natasha”, do Capital Inicial. Ver alguém cantando “Pneus de carros cantam Thuru, Thuru, Thuru, Thuru…” com os trejeitos do Dinho Ouro Preto é pico de vergonha alheia.