Por: André Marques | 27/08/2014

Ok, tirar aquela selfie com os amigos, legal. Registrar um momento para poder se lembrar depois – talvez anos – com alguém, não tem problema. Mas para tudo existe um limite, que de acordo com Andrew Hoskins, está sendo ultrapassado sem dó nem piedade.

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Andrew esteve em São Paulo onde conduziu uma palestra que abordou temas acerca da invasão das tecnologias digitais em relação a nossa rotina e questionou as maneiras de ‘registrar momentos’ adotadas pela sociedade, tanto no Brasil quanto no mundo.

Diariamente nos deparamos com situações de pessoas compartilhando cada movimento que fazem durante o dia: “partiu banho”, “janta”, “vendo filminho com o amor”. Qual é, cara, não quero saber quantas vezes você respirou nas últimas 24 horas. Essa mania excessiva de se manter em constante conexão implica em uma dependência do “online” que não é nada saudável.

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O pesquisador ainda diz que “a memória sempre se faz no presente. Ainda não entendemos a magnitude da maneira como a tecnologia mudará nossa memória no futuro”.

Acha tudo isso um exagero e acredita mesmo que toda essa preocupação é completamente sem motivo? Te apresento as hashtags #aftersex e #aftersexselfie, onde usuários do Instagram postam fotos do ‘pós sexo’:

E aí, mudou de opinião?

Minha mãe costumava dizer que gente assim “perdeu o frasco de Sitocol”. E falando em “mãe”, a dessas pessoas não calibrou bem a chinela…

Via UOL