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O presidente da ACIJS – Associação Empresarial de Jaraguá do Sul, Guido Jackson Bretzke, manifestou nesta quarta-feira (24) a preocupação do setor produtivo da região com a possibilidade de atraso na conclusão das obras de recuperação da chamada Ponte do Portal, na BR-280 que liga o município a Guaramirim.

Conforme as informações que a entidade recebeu do DNIT, os serviços de benfeitoria da ponte, que incluem substituição da pista de asfalto, das melhorias nas laterais e dos equipamentos de segurança do local deverão se estender por pelo menos mais 45 dias. “É uma obra necessária e quando o DNIT anunciou sua realização ficamos satisfeitos porque atendia a uma reivindicação da comunidade. O prazo inicial de 30 dias estava dentro das nossas previsões, pois sabemos que obras como esta geram inevitáveis inconvenientes no trânsito. Agora a situação se torna mais preocupante com a necessidade do órgão de prosseguir os trabalhos por um período de mais 45 dias”, disse Bretzke ao participar da primeira plenária de 2010 da Câmara de Dirigentes Lojistas, realizada ao meio-dia no Clube Atlético Baependi.

 

Conforme Guido, através das entidades representativas da região a classe empresarial está tentando agendar um encontro com os diretores do DNIT para buscar uma solução. Uma das alternativas seria a realização dos trabalhos também à noite, visando a dar maior agilidade aos serviços, que após a substituição do material existente incluirão uma nova capa de asfalto e a necessária ‘cura’ do produto. “Atualmente o fluxo de veículos de maneira alternada, com interrupções, é aceitável, mas com a nova camada o DNIT fará a interrupção do tráfego na pista enquanto o trabalho não estiver concluído. Com apenas um lado da via, os transtornos serão ainda maiores”.

O presidente da ACIJS assinala que várias empresas de transporte já estão tendo prejuízos com a diminuição do número de cargas devido às paradas na ponte. Os empresários entendem que o escoamento pelo bairro Ilha da Figueira, que também dá acesso em direção à BR-101 e a outras regiões, é uma boa alternativa. Mas é preciso, conforme o empresário, que as polícias rodoviárias federal e estadual atuem de maneira mais efetiva no controle do fluxo de veículos e, ainda, que o DNIT reprograme as jornadas de trabalho da equipe que atua na obra da ponte.

“Estamos buscando uma agenda com o diretor regional para uma solução prática. Uma alternativa seria o trabalho no período noturno, como acontece em muitas regiões do País, de maneira a diminuir os transtornos aos usuários. A obra é vital para a nossa região, mas também é importante que ela seja realizada de maneira a não comprometer a produção da região”. As entidades associativas tentaram organizar a reunião para esta semana, mas não foi possível. Guido Bretzke acredita que o encontro com o DNIT possa ocorrer na primeira semana de março.