Por: Misael Freitas | 1 ano atrás

Quando fundaram a WEG, em 1961, Werner Ricardo Voigt, Eggon João da Silva e Geraldo Werninghaus não imaginavam os desafios e conquistas que viriam nos anos seguintes, mas sabiam da importância de estarem sempre atentos às mudanças de mercado e ter bom faro para adiantar as tendências do segmento de motores.

Foi seguindo estes ideais que a empresa se estabeleceu como líder mundial no fornecimento de soluções energéticas e olha para o futuro como algo que já começou. Famosa pela produção de motores elétricos, a WEG dá passos largos em direção às energias limpas e renováveis que, além de preservar o planeta, se mostram igualmente profícuas.

Werner Ricardo Voigt, Eggon João da Silva e Geraldo Werninghaus criaram a WEG com a intenção de nunca parar de crescer

Werner Voigt, Eggon da Silva e Geraldo Werninghaus criaram a WEG com a intenção de nunca parar de crescer

O primeiro ônibus elétrico movido a energia solar do Brasil é prova dessa busca constante pela inovação. A iniciativa, idealizada pelo professor do Grupo de Pesquisa Estratégica em Energia Solar da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Ricardo Rüther, recebeu inversores e motores de tração da WEG. Este é apenas um dos projetos da empresa voltados para a geração de energia limpa.

O ônibus deve começar a circular em Florianópolis no mês de março e será utilizado para o transporte de alunos, professores e funcionários da UFSC. As recargas do veículo serão realizadas na estação de energia solar do Centro de Pesquisa e Capacitação em Energia Solar Fotovoltaica da universidade.

Assista ao vídeo:

Como funciona o ônibus elétrico da UFSC

O ônibus elétrico contou com o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e cerca de R$ 1 milhão foi investido em tecnologia.  O veículo fará o percurso de 50km entre o campus e o Centro de Pesquisa e Capacitação em Energia Solar Fotovoltaica, no Sapiens Parque, e reduzirá em um terço o tempo gasto para o deslocamento.

A WEG contribuiu com o projeto fornecendo, entre outras peças, o sistema de propulsão elétrica do ônibus. Ele leva a energia das baterias até o inversor de tração que controla o motor e entrega a força para o veículo se movimentar.

Ônibus movido a energia solar servirá para o transporte entre os campus da UFSC

Ônibus movido a energia solar servirá para o transporte entre os campus da UFSC

O ônibus elétrico da UFSC também surpreende pela tecnologia de frenagem regenerativa. Quando se movimentam, as rodas geram energia e no momento em que o veículo freia, esta  energia é enviada novamente para as baterias e reaproveitada.

O ônibus foi elaborado seguindo o conceito de “Deslocamento Produtivo” que garante que os passageiros não fiquem ociosos durante o trajeto. O veículo conta com Internet Wi-fi de alta velocidade e dispõe de uma mesa de reuniões para que professores e estudantes possam utilizar para fins acadêmicos nas viagens.

A eletrificação do mundo

Para os engenheiros Alex Sandro Barbosa e Eduardo José Batista, projetos como este representam o futuro. “Há uma movimentação mundial para a troca de matriz energética e a WEG está atenta a isso”, comenta Alex. Eles consideram que a WEG está em posição de destaque no processo de eletrificação pela qual o mundo está passando.

“Nós estamos sempre um passo à frente, enxergando o futuro”, garante Alex. Uma das primeiras aventuras  da empresa na área de energia renovável aconteceu em 2003 com o carro elétrico pilotado por Werner Voigt durante um desfile de 7 de Setembro.

Werner Voigt dirigiu um carro elétrico com tecnologia WEG em 2003

Werner Voigt dirigiu um carro elétrico com tecnologia WEG em 2003

Alex e Eduardo explicam que a energia elétrica pode ser obtida de outras fontes que não sejam fósseis, caso de combustíveis como a gasolina e o diesel. “O uso da luz solar e dos ventos, na energia eólica, são os exemplos mais comuns”, afirma Eduardo.

Os engenheiros são enfáticos sobre a importância de investimentos em fontes renováveis. “Até 2050, é provável que não existam mais veículos movidos à combustíveis fósseis”, alerta Alex.

Segundo a ONU, quando pensamos em mobilidade urbana, os veículos particulares não podem ser a prioridade. Por isso, a organização aconselha que os maiores investimentos em tecnologias sustentáveis sejam direcionados para veículos de transporte coletivo.

ONU aconselha que veículos de transporte coletivo sejam prioridadeA

ONU aconselha que veículos de transporte coletivo sejam prioridade

A WEG segue esta orientação e não poupa esforços produzindo soluções elétricas para ônibus e trólebus movidos a energia renovável.

Parceria de resultados

O ônibus elétrico movido a energia solar não é o primeiro resultado excepcional da parceria de longa data entre a UFSC e a WEG. Em 2015, outro projeto de transporte coletivo movido a energia solar ganhou destaque nacional: um barco utilizado pelos estudantes da comunidade ribeirinha de Ilha das Onças, em Barcarena, no Pará.

Barco movido a energia solar também é fruto da parceria entre a WEG e a UFSC

Barco movido a energia solar também é fruto da parceria entre a WEG e a UFSC

O barco conta com motores elétricos e inversores produzidos pela WEG, que são responsáveis pelo sistema de propulsão com refrigeração a água. Além disso, a embarcação possui banco de baterias com autonomia para cinco horas de navegação e capacidade para acomodar 22 pessoas.

Energia dos ventos

Assim como a luz solar, a energia dos ventos também pode ser utilizada para gerar eletricidade e a WEG tem investido nesta alternativa. Em 2016, a empresa reduziu custo das turbinas eólicas na intenção de conquistar o mercado externo.

Considerando que o Brasil está na lista de maiores produtores de energia eólica do mundo, segundo levantamento do Ministério de Minas e Energia, a estratégia é mais do que acertada.

Turbinas eólicas da WEG são destaque no mercado mundial

Turbinas eólicas da WEG são destaque no mercado mundial

Em entrevista à revista Época Negócios, o diretor de energia eólica da WEG, João Paulo Gualberto, revelou que a empresa já soma 700 megawatts em turbinas eólicas vendidas, o que garantirá a plena ocupação da fábrica até meados de 2018.

Para ele, o governo também deve contribuir com o crescimento deste mercado. “O governo tem que olhar para o setor eólico com visão estratégica”, disse Gualberto.

Orgulho em pertencer

Os engenheiros Eduardo (esq.) e Alex (dir.) participaram ativamente de iniciativas de tecnologia sustentável da WEG

Os engenheiros Eduardo (esq.) e Alex (dir.) participam ativamente de iniciativas de tecnologia sustentável da WEG

Os engenheiros Alex Barbosa e Eduardo Batista não escondem o orgulho que sentem por trabalhar em uma empresa que está sempre de olho no futuro. Eduardo, que atuou como coordenador e analista do projeto do ônibus, é grato pela oportunidade.

“Fico imensamente feliz de participar deste momento único e inovador. Iniciativas como esta representam um futuro que já chegou e só depende da demanda e de políticas públicas para deslanchar”, garante Eduardo.

Alex Barbosa também reconhece o papel inovador da WEG. “Sou grato por trabalhar aqui buscando tecnologias aliadas à uma necessidade futura que é a mobilidade elétrica”, comenta. “Analisando o mercado global, eu não consigo encontrar nenhum produto que tenha sido feito e que a WEG não tenha a capacidade de fazer”, finaliza.

Foto destaque: Thiago Terci