Por: Ricardo Daniel Treis | 8 anos atrás

Encontrei ontem num blog vintage um material intitulado “O Dicionário dos Brotos“. O tal achado são recortes de matéria duma revista das antigas, que apresentava as tais gírias em uso pela então Jovem Guarda. Pela curiosidade da coisa, empresto alguns verbetes diretamente do tal dicionário, pra mostrar algumas que os papais (ou vovós) usavam (ou ainda usam) pra se expressar. Sintam a naftalina:
– “A barra está pesada”: ambiente carregado.
– “Abotoar o paletó”: morrer.
– “Amélia”: nota de um cruzeiro.
– “Às pampas”: em grande quantidade.
– “Baratinado”: irritado, bêbedo.
– “Bárbaro”: ótimo, muito bonito.
– “Bobina”: pessoa confusa.
– “Cabral”: nota de mil cruzeiros.
– “Crocodilo”: inimigo.
– “Distinto”: pessoa a quem se quer dar respeito.
– “Engrupido”: sujeito que foi enganado.
– “Estarrar”: roubar.
– “Gamado”: estar apaixonado.
– “Michuruca”: coisa ou pessoa sem valor.
– “Não dá pé”: não dá certo.
– “Tutu”: dinheiro.
– “Tremendo fariseu”: sujeito esquisito.

Sei lá o quanto o uso desses termos perturbava os bisavôs, Prates ou Ricardos da época, mas pagava bem pra ver quando nosso presente virar passado, e o cronista ou jornalista em estudo constatar que, pra demonstrar frustração hoje, o rapaz dos 15 anos diz “affe”.