Por: Max Pires | 8 anos atrás

analista de bage

Conhecido como “O analista de Bagé”, o gaúcho Cláudio Cunha apresenta no dia 30 de maio, às 20 horas, no Centro Cultural da SCAR – Sociedade Cultura Artística, com novo espetáculo, a comédia “O analista e a sexóloga de Bagé”.

O espetáculo tem censura para 14 anos e duração de 1h35min. Os ingressos estarão disponíveis na secretaria do Centro Cultural a partir do dia 17 de maio no valor de R$ 30,00 (inteira), R$ 15,00 (meia) e R$ 20,00 (Clube do Assinante).

Assessorado pela sua recepcionista Margarida (Luna Alves), Pai Doto recebe o público para uma palestra cujo tema é o riso. Num verdadeiro Tratado do Humor – de Aristóteles que disse ser o homem o único animal que ri, a Millôr Fernandes que completou a frase dizendo: rindo ele mostra o animal que é, Pai Doto coloca o riso no divã, fazendo uma análise das suas propriedades, do público que ri e do humorista que faz rir. Tudo emoldurado por causos, anedotas, reafirmando a primazia da piada bem contada. Súbito uma exuberante sexóloga irrompe pela platéia e aí tudo o que precisamos saber sobre sexo de forma inusitada e divertida. Após verdadeira batalha verbal, seduzido pela mulher, resolve conquistá-la, então ela tira a máscara e o riso acaba sendo mesmo a melhor terapia.

“O analista e a sexóloga de Bagé”,  são personagens de humor baseado na criação do “Analista de Bagé” do escritor brasileiro Luis Fernando Veríssimo cuja publicação se iniciou, no Brasil, em 1981, ganhando, além da literatura, versões em quadrinhos e no teatro que estiveram em cartaz por diversas temporadas no eixo Rio-São Paulo.

“No inicio representávamos os causos do livro “O Analista de Bagé”, aos poucos o personagem foi criando vida própria distanciando-se do original”, diz Claudio Cunha, e assume: “hoje a figura do Analista Gaúcho é meu Alter Ego”.

Em 1998 o espetáculo já aparecia no Guinness Book com 2 recordes: a peça a mais tempo em cartaz e o ator a mais tempo permanente num personagem. Cunha reclama outro recorde: o ator que mais viaja no Brasil. Em 27 anos de andanças pelos palcos do país, as várias adaptações do personagem fizeram rir mais de 2 milhões de espectadores. No espetáculo acumula ainda as funções de autor e diretor – seguindo a Escola do Teatro de Revista, para ele a grande linguagem de cena brasileira. “Pai Doto”, como é chamado, já esteve na Casa da Dinda, numa animada terapia com o casal Fernando e Rosane Collor. Participou da CPI do PC Farias, já foi candidato à presidência da República e agora está às voltas com uma sexóloga bageense.