Por: Ricardo Daniel Treis | 3 anos atrás

A publicação é da Revista Época, em abril de 2014. Passou-se praticamente um ano, mas como poderão ver, o teor da declaração é atemporal. Na ocasião, a imagem abaixo circulava polêmica nas redes sociais, e havia gerado a matéria:

1656370_503972449707775_189564618_n

“Em resposta à Época NEGÓCIOS, a Nestlé afirma que o preço sugerido para o ovo Alpino é de R$ 46,19, e que o da barra é de R$ 4,69. Segundo a empresa, a embalagem, o transporte especial e o armazenamento justificam o preço mais caro do ovo. Veja a nota na íntegra:

Os ovos de Páscoa são mais caros quando comparados a uma barra de chocolate da mesma gramatura porque sua composição de custo é diferenciada, já que são produtos concebidos não somente para o consumo tradicional, mas para presentear e encantar. Sua produção e distribuição envolve uma série de necessidades específicas, como a contratação de mão de obra temporária, desenvolvimento de embalagens especiais, processo manual de embalagem, armazenamento e transportes especiais, entre outros. De toda forma, as opções tradicionais de produtos continuam disponíveis como uma alternativa de menor preço, sem nenhum reajuste relacionado à época do ano.”

Ao que parece, esse ano não temos ovo Alpino 500gr… Mas um do rótulo Nestlé Classic, mesmo peso, pode ser encontrado por até R$ 59,99. Cresceu, hein?


E apesar da plausibilidade da justificativa da Nestlé, o economista e filósofo Joel Pinheiro foi mais seco na argumentação, e preferiu apontar a lei da oferta e procura como culpada pelos valores. Mas como única e exclusiva, não dá pra concordar… A questão da logística de transporte ovos VS barras, por exemplo, não há como deixar de fora.

Porém se a conversa continua nebulosa, um ponto foi bem colocado: compra ovo quem quer satisfazer o desejo. As opções tradicionais continuam ai, disponíveis.