Por: Deivis Chiodini | 31/01/2014

Conversamos com Viscardi Andrade, lutador do UFC que participou do TUF e que vai enfrentar o sueco Nico Musoke em Jaraguá. Ele comentou sobre a luta, TUF e sobre sua discussão com Minotauro no TUF.

Viscardi-Andrade-Divulgação-UFC

PA: Pouca gente sabe, mas antes do UFC, você já enfrentou caras duros, como Charles do Bronx, Yuri Marajó, Leandro Buscapé. Ter enfrentado esses caras antes do TUF te ajudou ? Te deu mais confiança?
VA: Com certeza. Eu nunca escolhi luta, lutei com todos os caras duros que me deram, e lutei todos os grandes eventos do Brasil, tanto que cheguei ao UFC com 21 lutas. E ter feitos todas essas lutas me deu confiança de saber que enfrentaria só pedreira no TUF e no UFC, mas que eu estava pronto.

PA: E dentro da casa, como é a convivência? Qual a parte mais estressante, se manter sempre no peso ou ter que aturar a falta de privacidade pra se concentrar, de ter seu espaço?
VA: Cara, é de tudo um pouco. Se manter sempre no peso é muito complicado, porque você não pode comer tudo que quer, é uma briga constante com o peso. A falta de privacidade, da família, de interagir com o mundo, internet, TV… Por mais que a galera seja gente boa, tem hora que falta assunto. É uma prova de resistência mental grande.

PA: Você ficou conhecido, por além de ser um lutador duro dentro da casa, pela confusão com Minotauro. É sempre complicado discutir com uma lenda, mas eu acho que houve um certo exagero na reação do público. Você já encontrou com o Minota depois disso ou falou com ele? Como ficou isso.
VA: O programa precisa vender, e nada melhor que achar um “bad boy” pra isso. Foi uma coisa de momento ali, e eu fiquei com a imagem de cara mau, porque isso era bom pra edição do programa. Mas hoje eu e o Minotauro temos o mesmo patrocinador, já nos encontramos algumas vezes, conversamos e nos tratamos com muito respeito, sem problema nenhuma. Relação não ficou nenhuma, porque eu era do time do Werdum, mas não restou nenhum ressentimento.

PA: Você estreou no evento contra Bristol Marunde, e não sentiu em nada a pressão, impôs seu jogo, nocauteou bem, quando todo mundo esperava você colocando o cara no chão e trabalhando seu jiu jitsu. Depois disso, já li que você vai buscar um novo nocaute nessa próxima luta… É um novo Viscardi, mostrando mais sua qualidade na luta de pé? A que devemos isso?
VA: To sempre procurando me reinventar, e tenho muita confiança na parte de pé, na trocação. Acho que posso trocar bem com qualquer um, tenho a mão pesada e isso faz com que eu não fique unidimensional. Ja vi lutas do Nico Musoke (adversário em Jaraguá) e ele é meio afoito em pé, vem com tudo, não estuda muito. Então se minha mão entrar posso decidir. Mas nada impede de a luta transcorrer no chão, o jiu jitsu é especialidade da casa e to pronto.

PA: Como está o camp? Algo de diferente pra essa vez? E o corte de peso?
VA: O camp to fazendo aqui na minha equipe, nada de diferente, confio nos meus mestres, aqui só tem casca grossa, como o Celso Vinicius. O peso, eu ainda estou bem pesadinho (risos). Estou 10 kgs acima, mas eu gosto de treinar mais pesado, e deixar o corte mais pra semana da luta, e logo repor. Na última semana é aquela tristeza pra bater o peso, mas vai dar tudo certo.

PA: Deixe seu recado pra Jaraguá do Sul, que vai torcer pro você no dia 15.
VA: Compareçam, será um grande evento, com grandes lutas. E na minha luta, não pisquem, porque ela vai acabar rápido!