Por: Ricardo Daniel Treis | 8 anos atrás

Olhaí o retrato que o Rubens publicou na coluna dele de hoje, falando da cena de eventos em Joinville:

Uma historinha (triste) que ilustra o quão pouco favorável tá o mar para os produtores de shows de Joinville. Na semana retrasada, Sérgio Ferreira, da Heat Eventos, planejava anunciar as atrações da festa Geração Play 80 depois da apresentação de Jorge Vercillo na cidade. Ao fechar o borderô, e de ficar envergonhado pelo valor que tinha a entregar ao artista, o empresário contabilizou apenas 62 ingressos vendidos. Resultado: cortou pela metade a estrutura do novo encontro nostálgico, que vai rolar dia 18 de junho, na V12, unicamente com Kid Vinil nas picapes.

Não será apenas a festa oitentista que diminuirá de tamanho. Os investimentos da Heat no setor de entretenimento de Joinville também sofrerão uma severa diminuição, ao menos num primeiro momento. Isso inclui a agenda do segundo semestre, que tinha os projetos Grandes Nomes e outro de blues mapeados e podem ou ser cancelados, ou levados pra outra cidade. Ferreira – que diariamente vê passarem inúmeras propostas por suas mãos – diz que cansou de sofrer reveses, provocados por impostos, taxas, falta de apoio e, principalmente, de público. “As pessoas querem, querem (shows), mas quando tem, ninguém prestigia.”

Trocando em miúdos, virou uma aposta de alto risco promover eventos musicais em Joinville, ao menos dessa linha menos popularesca a qual Ferreira se dedica. Já quem investe em meteoros passageiros como Luan Santana – um dos poucos que realmente se deram bem por aqui no primeiro semestre –, este continua sendo, aparentemente, um lugar seguro.