Por: Anderson Kreutzfeldt | 4 anos atrás

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Fui desafiado pelo amigo Max Pires a me manifestar acerca da pesquisa da Universidade do Texas que gerou o texto muito bem escrito pelo colega do PorAcaso Ariston Sal Júnior: Por que as mulheres insistem em namorar os babacas?

De cara fiz uma analogia: Se é verdade que elas preferem os cafajestes, nós, homens, deveríamos seguir a máxima do Millôr: “As mulheres perdidas são as mais procuradas”. Mas, isto não é verdade.

Numa entrevista, indagaram o padre (padre gatinho – como elas dizem) Fábio de Melo se ele não sentia falta do sexo e o pároco respondeu que antes de tudo as pessoas precisavam entender que a vida sexual de um casal não é somente genital com genital, há também a questão do carinho, do afeto, do abraço e do beijo (há quem diga que um beijo na boca seja até mais íntimo que o próprio ato sexual, sendo inclusive uma prática pouquíssimo comum nas relações com as profissionais do meretrício, ao que me consta).

Outro dia o juiz de paz disse ao meu amigo e à noiva que contraiam (é o verbo oficial e péssimo por sinal) matrimônio: “Não deixem cair na rotina”.
Tenho a impressão que é a rotina e o estado de carência que levam as pessoas a se envolverem com cafajestes e periguetes. A necessidade momentânea de suprir uma ausência: Não tem outro(a)? Vai tu mesmo(a)!

Veja o que uma guria, indignada, me disse: “Lamas! Falei que eu era comprometida, mas o cara nem ligou. O que eu deveria ter dito? Eu sou comprometida! Eu amo! Eu respeito, sou fiel e não quero saber de ninguém!?”.

Talvez era essa a resenha a ser dita ao cafajeste.

Causei um certo estranhamento quando postei:

– Ôh Marcelo! Tu sabe que quando teu pai morrer tu tá ferrado né?
– Por quê?
– Cara, esse velho faz tudo pra ti.
– Então vou agradecer a minha mãe. Foi ela quem deu pro cara certo.

E acho que é por aí, sempre vi minhas tias dizendo a minha mãe que ela tinha o marido ideal.

A contribuição que posso dar com relação à seleção da parceira certa, que ao lado de nós, os homens certos, formariam casais mais felizes e blindados das periguetes (e cafajestes) seria termos ao nosso lado mulheres independentes, sensíveis, delicadas, fortes, vaidosas, inteligentes, carinhosas, calientes… É muito fácil ficar enumerando adjetivos desejados.

Não posso esquecer da conversa de duas gurias conversando com um comparsa meu:

– Guilherme, tu, um cara bonitão, gente boa, como está sem ninguém?
O camarada, sincero, respondeu:

– Aquelas que eu quero não me querem. E aquelas que me querem, eu não quero. O problema é que eu gosto das TOPs e estas preferem os caras melhores do que eu!
Nós, homens, sabemos exatamente o perfil de mulher que queremos, mas será que somos merecedores dela? Será que nossas ações condizem que o que achamos que somos? Só elas têm essas respostas.

Marcelo Lamas, autor de “Indesmentíveis”, livro a ser lançado. Escreveu também “Mulheres Casadas têm Cheiro de Pólvora” e “Arrumadinhas”.
marcelolamas@globo.com