Por: Ricardo Daniel Treis | 6 anos atrás

Reconheci o jardim “fértil” ontem de manhã depois da chuva, então publiquei a imagem na minha timeline (o que causou certa comoção). Coisas de um piá de Guaramirim, mas como constatei ser informação válida compartilhar, reproduzo:

“É assim que a terra fica depois de digerida pela minhoca (if you know what I mean).
Olho aberto próxima vez que forem rolar na grama.”


Foi só pra causar nojinho, mas a realidade é outra. Pra quem gazeou essa aula de biologia, olha só:

Características do Húmus de Minhoca
Alguma vez você já se perguntou por que esse material se chama “húmus de minhoca” e não “estrume de minhoca” ? Ou mesmo “cocô” de minhoca ?

Antes, uma resumidíssima consideração sobre o termo “húmus”. Todo material orgânico que decai até o ponto em que não há mais decomposição microbiana é chamado húmus. Geralmente esse já está finamente particulado, passando a constituir parte importantíssima do solo, garantindo-lhe propriedades de fertilidade e retenção de umidade.

As minhocas ocupam papel de grande destaque na natureza, não apenas pelo fato de aerar e descompactar o solo, mas especialmente por ser capaz de aproveitar de maneira tão completa o seu alimento (praticamente qualquer matéria orgânica livre, geralmente de origem vegetal) que, ao defecar o que não foi absorvido, esse material (coprólitos) encontra-se praticamente humificado, isso é, está tão mineralizado que não há praticamente mais ação microbiana decompositora possível. Por isso recebe o nome de “húmus de minhoca”.

Isso se deve a uma fantástica ação de quebra molecular da matéria orgânica ingerida por ação enzimática nos intestinos da minhoca. 

Porém ainda assim dou duas olhadas antes de rolar na grama.