Por: Ricardo Daniel Treis | 5 anos atrás

Segundo Ideli, “Tem uma instrução normativa da Polícia Rodoviária Federal que legaliza isso, que autoriza isso. Todas as utilizações foram autorizadas pela Polícia Rodoviária Federal. Portanto, não tem nenhuma ilegalidade, nem nada.” Moralidade também não tem nenhuma, “nem nada”. Foda-se quem precisou de atendimento, dona Ideli tava com pressa. Mas segundo a denúncia, a ministra voou no helicóptero para participar de eventos sem relação direta com a sua função de articuladora política, como inauguração de obras e entrega de casas.

Segue matéria do Diário Catarinense:

ideli salvaltti

“Nem nada.”

O Ministério Público Federal em Joinville vai investigar o uso do helicóptero da Polícia Rodoviária Federal de Santa Catarina pela ministra Ideli Salvatti (PT). A suspeita é de improbidade administrativa. Comprovada a ilegalidade, a petista pode ter de pagar multa, devolver os recursos ou ainda, em último caso, ter os direitos políticos suspensos.

O caso ganhou destaque nacional depois que matéria do Correio Braziliense publicada na segunda-feira mostrou que a aeronave Bell 407 (prefixo PT-YZJ) usada no deslocamento da ministra tem convênio com o Samu e está equipado com maca, oxigênio e materiais de primeiros socorros. Quando está à disposição de autoridades como Ideli, os aparelhos são retirados e não há atendimento a vítimas de acidentes ou tragédias naturais como enchentes, por exemplo.

O inquérito civil foi instaurado pelo MPF em Joinville nesta quinta-feira pela portaria 126/2013. Estão à frente do caso os procuradores Davy Lincoln Rocha, Mário Sérgio Ghannagé Barbosa e Rodrigo Joaquim Lima. Para apurar as circunstâncias nas quais o helicóptero foi usado, o MPF enviou ofício a PRF de Santa Catarina pedindo algumas informações, como quem autorizou o transporte e o custo do combustível e da hora de voo. Os procuradores perguntam ainda se quando o helicóptero estava transportando a ministra, foi desativado este tipo de socorro e ainda se houve o registro de algum acidente que exigiria o resgate pelo ar.

O superintendente da PRF em SC, inspetor Silvinei Vasquez, tem 15 dias para encaminhar as respostas ao MPF. Com as informações em mãos, os procuradores devem ouvir Ideli. Não está descartada ainda a hipótese de levar o caso ao procurador-geral Rodrigo Janot.

A assessoria de Ideli diz que a ministra está à disposição para quaisquer esclarecimentos. O DC não encontrou ninguém da PRF de SC.