Por: João Marcos | 4 anos atrás
Foto: Sirli Freitas / Agência RBS

Foto: Sirli Freitas / Agência RBS

O Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (GAECO) concluiu na última quarta-feira as investigações sobre a Operação Leite Adulterado III, na qual são investigadas onze empresas — uma com sede na cidade de Iraí, no Rio Grande do Sul, e as demais em Santa Catarina. Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), a investigação apurou que o leite cru in natura era vendido para seis empresas que o comercializava:

– Danone (Amparo-SP)
– Szura (Candoi-PR)
– Shefa (Amparo-SP)
– Bel (Herculândia-SP)
– G.O.P. Alimentos do Brasil/Arbralat (Toledo-PR)
– Terra Viva/CooperOeste (São Miguel do Oeste-SC)

As empresas investigadas também produziam queijos das marcas Cordilat, Boa Vista, São Domingos, Anita e Monte Claro. O MPSC reforça que, inicialmente, nenhuma das seis empresas é investigada como integrante do esquema, já que recebiam um produto alterado de forma tão precisa que a fraude não era detectada pelos testes protocolares exigidos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) quando o leite chega na indústria.

Com essas informações em mãos, o Mapa deverá fazer a rastreabilidade dos produtos para saber quais lotes foram usados para produzir quais produtos e para quais mercados. Essa medida possibilitará o recall dos produtos afetados.

A equipe de Promotores de Justiça que atua no caso em conjunto com o Promotor de Justiça da Comarca de Quilombo tem agora cinco dias para analisar a prova obtida na investigação e apresentar a denúncia-crime ao Juiz de Direito da Comarca de Quilombo, dando início à fase judicial.

Confira aqui, os esclarecimentos das empresas acusadas na matéria original feita pelo AN.