Por: Ricardo Daniel Treis | 4 anos atrás

 

Matéria publicada pelo Uol Notícias:mateus-oliveira-22-faz-parte-de-equipe-que-desenvolve-projeto-patrocinado-pela-nasa-1426896349649_615x470

Quando Mateus Oliveira saiu de Pará de Minas, a 82 quilômetros de Belo Horizonte (MG), para fazer um curso pré-vestibular em 2009, ele não imaginava que cinco anos depois não só estaria estudando em outro país como participaria de um projeto patrocinado pela Nasa (agência espacial norte-americana).

O estudante de engenharia aeroespacial da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) hoje tem 22 anos e é o único brasileiro a fazer parte da equipe do Laboratório de Sistemas Espaciais da Universidade Saint Louis, no Missouri (EUA), que desenvolve o projeto Rascal.

A missão consiste na construção e na operação de um satélite composto por duas pequenas espaçonaves com capacidade propulsoras. O objetivo da missão é aprimorar tecnologias de operações de proximidade e percepção das condições espaciais. “Após serem lançadas no espaço, uma das pequenas naves irá se sincronizar com a outra e assim elas vão obter parâmetros como distância e velocidade, que posteriormente serão processados e contribuirão para aprimorar manobras no espaço”, contou Oliveira.

A relação de Mateus Oliveira com a área espacial começou antes de ele entrar na universidade. Ele conta que escolheu estudar engenharia aeroespacial na UFMG por causa dos trabalhos em aerodesign – segmento que projeta, constrói e faz as aeronaves voarem. “Antes de fazer vestibular, eu já conhecia a história da equipe ‘Uai, sô! Fly!!!’, de aerodesign na UFMG. Eu já havia conversado com membros na Mostra de Profissões da UFMG e, assim que comecei a estudar lá, já me envolvi com o projeto. Alguns meses depois, passei a ser um membro da equipe, onde fiquei por dois anos”, diz.

Ele se inscreveu no programa Ciência sem Fronteiras, do governo federal, e foi selecionado já na primeira tentativa. Sem nunca ter saído do país e com um nível de inglês intermediário, foi estudar na Universidade Saint Louis, nos Estados Unidos, em junho de 2014. “Tive que fazer teste de proficiência em inglês, conseguir cartas de recomendação de professores, escrever redações sobre meus objetivos, sobre os projetos que já havia participado na universidade, além de extensos formulários. O processo de seleção foi bem longo, foram meses de espera”, conta.

Clique e continue lendo