Por: João Marcos | 5 anos atrás

Um cara que se acha no direito de dizimar seres humanos levando em consideração apenas sua nacionalidade, acha que seu conterrâneos são os únicos seres humanos “puros” que sobraram na terra e que usa esse bigodinho aí, é lógico que só poderia ter algum problema mental. Antes especulações, agora comprovadas pela ciência.

No último ano, foi trazida à tona uma pesquisa de abril de 1942 sobre a saúde de Hitler, realizada pelo Serviço de Inteligência Britânica. Segundo o trabalho, que analisou um discurso do führer de 26 de abril do mesmo ano, ele apresentava sintomas de paranoia e estava preocupado em exterminar uma parcela da população que considerava a encarnação do diabo e chamava de “veneno judeu”. O documento também revela que o líder se considerava “a encarnação do Espírito de Deus”.

Descoberta pelo pesquisador da Universidade de Cambridge (Reino Unido), Joseph MacCurdy, a análise tinha o objetivo de reconstruir o que se passava na mente de Hitler quando ele fez e escreveu o discurso nos anos 1940. “O seu conteúdo reflete, provavelmente, as suas tendências mentais patológicos por um lado e, por outro, seu conhecimento”, é uma das indicações presentes no início do texto.

Além de paranoia, também foram identificados sintomas de epilepsia e histeria. Em suas palavras, os pesquisadores também identificaram uma fobia judaica, a qual considerava os judeus como uma “agência universal do mal”, que ameaçava não apenas a Alemanha. Um medo de uma derrota “desastrosa” também já apresentavam sinais em seu discurso.

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