Por: Deivis Chiodini | 22/05/2014

477837-f8ed9058-e092-11e3-ada0-03258d7c0c20

Mike Pantangco (de bermuda branca no vídeo abaixo) estava aplicando verdadeiro passeio, sem tomar conhecimento de Jeremy Rasner, seu adversário em combate amador pela categoria peso mosca do Prison City Fight League. Depois de acertar Rasner com chutes altos, joelhadas voadoras, combinações de golpes e socos rodados, Pantangco tomou uma atitude nada convencional: parou de atacar e bateu em sinal de desistência. O cara que estava passando o carro entregou a luta para o adversário.

[youtube_sc url=”https://www.youtube.com/watch?v=RyBZQlJ8VeA” autohide=”1″]

Em entrevista ao Inside MMA, programa da ASX TV apresentado pelo ex-campeão dos pesados do UFC Bas Rutten e por Kenny Rice, Pantangco explicou seus motivos:

“Eu senti que não havia nenhum motivo de lutar com ele porque ele não treinou contra mim e eu não treinei para ele. Somos apenas lutadores amadores. Nós não ganhamos dinheiro, não recebemos pagamento e eu sei que a única coisa que aconteceria se eu acabasse com a luta era ele ir para o hospital ou se machucar. Eu me sinto muito mal, então dei a ele a vitória.”

Acho que ele deu uma exagerada, o adversário nem a knockdown tinha ido e quando se entra no cage, se quer lutar até o seu limite. O juiz estava atento e pronto pra proteger a integridade física do adversário. Mas também fica a lição que nem sempre vencer é necessário. Aposto que ao dar os 3 tapinhas, na sua cabeça ele já havia realizado o que tinha se proposto antes da luta, não precisava se provar mais, já havia se superado. E o que é o esporte senão superar o próprio limite, fazer mais do que se espera? Como ele mesmo disse, não havia dinheiro envolvido, carreira, nada…apenas a vontade de estar lá e se superar. Se ela acabou, se entendeu que fez o que tinha que fazer, os 3 três tapinhas foram uma atitude formidável.