Por: Ricardo Daniel Treis | 13/04/2012

Daily Mail fez uma publicação show comentando capas de discos e comparando com o estado atual de suas locações, tem várias figuras conhecidas. Traduzi o texto de algumas pra vocês:

The Freewheelin', Bob Dylan

The Freewheelin’, Bob Dylan
Bob Dylan pode parecer cool nessa capa (naturalmente), mas sua (na ocasião) namorada Suze Rotolo tinha uma impressão diferente toda vez que via a foto: “Eu pareço gorda”.

Rotolo dizia que havia recém retornado de viagem de verão pela Itália quando chegou a Nova York e teve que se forrar de roupas para dar conta do inverno frio da cidade.

Feita em fevereiro de 1963, a capa é uma imagem bem emotiva, tirada pelo fotógrafo da CBS Don Hunstein bem na esquina das ruas Jones e West 4th – não muito longe do local onde o casal dividia um apê.

Produzindo de uma série na área de Greenwich Village, aqui Hunstein está literalmente ao nível do solo – enlameando-se com a sujeira da neve na rua – para fazer a foto.
A cena foi copiada numa adorável homenagem com Tom Cruise e Penélope Cruz no filme Vanilla Sky, de 2001, porque o diretor Cameron Crowe amava este álbum e sua capa.

(What's The Story) Morning Glory?, Oasis (1995)

(What’s The Story) Morning Glory?, Oasis (1995)
Nada de impressionante aconteceu na Berwick Street, no coração de Londres, desde que os gigantes do britpop fizeram a capa de seu álbum lá. Incontáveis lojas e restaurantes no Soho podem ter aberto nesses 17 anos desde que a imagem foi feita, mas a atmosfera e essência da área continuam a mesma.

O local ainda serve como um dos principais distritos de entretenimento na capital, e na época de lançamento do álbum hospedava algumas das lojas de discos mais amadas da cidade. Como aconteceu com muitas outras do gênero, as mudanças na indústria da música levaram ao fechamento de quase todas.

As duas figuras borradas cruzando-se na rua são o DJ Sean Rowley e o produtor do Oasis owen Morris.

Animals, Pink Floyd (1977)
A imponente estação de energia Battersea, de Londres, faz a capa deste clássico do rock progressivo. Quando o álbum foi lançado, os geradores ainda estavam em funcionamento, mas a estação geradora à base de carvão já está há um bom tempo desativada. O maior prédio construído com tijolos na Europa é hoje protegido como patrimônio, mas o teto foi removido nos anos 80, e hoje a English Heritage o têm incluso em sua lista de prédios em risco.

O porco voador também desapareceu. Diz-se que os planos originais para a capa incluíam vários animais preenchidos com hélio – mas dado ao destino, “Algie” foi o único lançado. O empresário da banda pagou a um produtor alemão de zeppelins para trazer o porco de 30 pés à vida, contratando um atirador para pô-lo ao solo caso “escapasse” das amarras. No segundo dia de fotografias o tal atirador estava em qualquer outro lugar senão lá, então Algie teve seu lendário vôo que terminou em uma fazenda em Kent.

Resgatado o porco, no final as primeiras fotos tiradas acabaram sendo as melhores.