Por: Ariston Sal Junior | 4 anos atrás
Foto: Reprodução OCP Online/Lucio Sassi

Nelso da Silva é dono de um sebo há 21 anos
Foto: Reprodução OCP Online/Lucio Sassi

Em meio à rotina ‘digital’, o cheiro dos livros e revistas ainda encanta e chama as pessoas a colocar o pé no sebo. Depois que entram, os leitores não conseguem sair sem folhear, olhar e passar no caixa com suas aquisições. Desde as aventuras do destemido repórter Tintim, publicado na revista de mesmo nome em 1946, até as mais recentes obras literárias.

CDs, DVDs, discos de vinil, revistas e livros usados, tudo com preço mais acessível. Para o analista de sistemas Flávio Bernardes, entrar no sebo é recordar histórias. “Rato de Sebo” declarado, ele adora passar horas admirando obras antigas, principalmente revendo clássicos da literatura infanto-juvenil e de ficção, seus preferidos. “Procuro por livros que li na infância e agora tenho vontade de reler”, conta. A última releitura feita foi da série Vagalume de 1972, num total de 104 livros. Além de visitar os sebos da cidade, ele não perde a oportunidade de conhecer novos estabelecimentos. “Viajo bastante por causa do meu trabalho, e quando sei para qual cidade vou, já procuro os endereços dos sebos que pretendo visitar”, diz. Para Bernardes, a literatura é de suma importância na vida das pessoas. Ele não troca o papel pelo digital. Gosta de ter em casa as obras para poder folheá-las e mostrar aos filhos de 10 e seis anos, incentivando-os à leitura.

Para Flávio Bernanrdes entrar em um sebo é recordar histórias Foto: Reprodução OCP Online/Lucio Sassi

Para Flávio Bernanrdes entrar em um sebo é recordar histórias
Foto: Reprodução OCP Online/Lucio Sassi

“Acho que no digital se perde um pouco a magia da leitura. Leio muitas coisas na internet também, mas nada melhor do que um livro nas mãos”, completa.

O empresário Nelso da Silva se orgulha por estar há 21 anos alimentando a fome de leitura das pessoas através da loja. Ele diz que apesar da disponibilidade de livros eletrônicos, muitas vezes gratuitos, as pessoas ainda optam por obras ‘físicas’. “Nos últimos dois anos, a procura por livros aumentou consideravelmente, por isso acredito na força do livro de papel”, afirma.

Fonte: OCP Online
Texto: Natália Trentini