Por: Sistema Por Acaso | 4 anos atrás
Alex Alves / Agência O Globo

Alex Alves / Agência O Globo

Um projeto de lei apresentado na Câmara Municipal de Niterói pretende autorizar o enterro de animais domésticos nos cemitérios da cidade. Na prática, a proposta, que já recebeu parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça, autoriza que os bichos de estimação sejam sepultados junto com seus donos.

O autor do projeto, o vereador Renatinho (PSOL) argumenta que a proposta é de “grande relevância” porque os animais são considerados “integrantes das famílias humanas”. Ele justifica ainda que cemitérios e crematórios particulares cobram taxas altíssimas, que podem custar de R$ 500 até R$ 3 mil:

— O custo alto praticamente inviabiliza a utilização pela maioria dos donos de animais. Tem gente que faz um buraco no quintal e sepulta ali mesmo. Mas, a maioria das pessoas que conheço não joga o seu bichinho em qualquer lugar — diz Renatinho, que tem como bandeira de seu mandato a defesa dos animais.

O vereador conta ser dono de um casal de gatos e afirma que sonha ver seus animais sepultados como determina seu projeto de lei:

— Os meus gatos são a coisa mais linda que tenho na minha casa. Eles dormem na nossa cama. Gostaria muito que fossem enterrados no meu jazigo. Pedirei isso à minha mulher — diz o vereador.

O presidente da Câmara Municipal, Paulo Bagueira (SDD), se mostrou contrário ao projeto de lei:

— Os cemitérios de Niterói precisam de reforma para poder enterrar gente. Não tem estrutura para sepultar animais. Sou a favor da construção de um cemitérios específico para bichos de estimação — disse Bagueira.

Na capital paulista, um projeto de teor semelhante acabou sendo vetado pelo prefeito Fernando Haddad (PT) em dezembro. A administração de Haddad alegou que faltava vagas e estrutura nos cemitérios, além de que grande parte da população poderia entender a medida como um desrepeito a tradições e preceitos religiosos. A proposta havia sido aprovada pela Câmara Municipal de São Paulo, em novembro de 2013.

Via O Globo.