Por: João Marcos | 6 anos atrás

Escola de Educação Básica Prefeito Lauro Zimmermann, lembro o quão difícil foi aprender a escrever esse nome inteiro para colocar no cabeçalho das provas lá na 1ª ou 2ª série com a professora Iandra.

Lembro de que quando minha mãe escolheu essa escola para minha formação, não era pelo simples fato de ser a mais próxima de casa, e sim por ser uma das melhores – senão a melhor – escola da cidade, tanto em estrutura quanto em corpo docente.

Quanto ao corpo docente, jamais tive do que reclamar. Tive professores fantásticos Mazilda, Ronaldo Guerra, Suzana, Tamara, Böger, Julio César (sim o Xúlio haha), Iandra, Osni entre tantos outros que me auxiliaram na formação não só como aluno mas como pessoa. Triste ver um lugar com tanto potencial e história estar assim, em cacos, devido ao tamanho descaso que é feito pelas autoridades na questão estrutural da escola, não oferecendo o mínimo de condições para que os profissionais possam exercer seu trabalho e que os alunos possam usufruir da melhor forma.

Pintura descascada, refeitório inacabado, forro cedendo, instalações elétricas pela metade, não se sabe se chove mais dentro, ou fora da sala. Durante os anos vi grande parte das escolas da cidade recebendo reformas e ficando maravilhosas, como é o caso do Almirante Tamandaré, Alfredo Zimmermann e o São Pedro. Mas não lembro de nenhuma delas ter chegado a um estado tão crítico como se encontra o Lauro nos dias de hoje.

Em dois anos o imóvel passou por três interdições devido aos riscos aos alunos e professores. As obras de reforma e ampliação da escola, orçadas em R$ 1,5 milhão, iniciaram em agosto do ano passado, depois que o Estado firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público.

Agora, os professores alegam que há pelo menos dois meses os trabalham pararam completamente. E na manhã de ontem, pais, professores e alunos fizeram uma manifestação em frente a escola, reivindicando o mínimo de condições para que possam trabalhar e estudar, chamando a comunidade para que conheçam os problemas enfrentados diariamente por eles na instituição.

Vale lembrar que não tem ginásio na escola, e as quadras estão péssimas. Então o que resta para os alunos na hora da Educação Física (e não adianta fazer descaso, todos que estão lendo esse post esperavam ansiosos por essa aula toda semana) se limitam a jogar ping-pong. Poxa, arrancar a tampa do dedão jogando futebol em quadra áspera deve fazer parte da formação de qualquer indivíduo.

Termino o post com uma frase que ouvi ontem, ao passar em frente a manifestação:

Chega de promessa, o Lauro está com pressa.