Por: Sistema Por Acaso | 08/12/2011

Carabinas usadas em competições de tiro por associados estavam no cofre do complexo esportivo

O cofre do complexo esportivo da Sociedade de Atiradores Alvorada, onde eram guardadas nove armas usadas em competições de tiro, amanheceu vazio ontem. Durante a madrugada, bandidos furtaram o armamento usado pelos associados, comida e bebida, causando um prejuízo superior a R$ 80 mil.

O galpão arrombado fica em frente ao Salão Alvorada, na SC-416, no bairro Rio Cerro, em Jaraguá do Sul, e é usado para sediar competições de bolão, abrigar os estandes de tiro e uma área de festa. O presidente da sociedade, Marcelo Heinz Prochnow, conta que o furto foi descoberto por volta das 8h45, depois que um funcionário viu que a porta da frente, de vidro temperado, estava com a trava estourada. Ele também observou pegadas que levavam até a sala onde as armas estavam guardadas.

Para abrir o cofre, os ladrões arrancaram os pinos que prendiam a porta de aço à estrutura de concreto. As ferramentas usadas no furto foram deixadas no galpão. “Encontramos um machado, um alicate grande, uma alavanca de ferro e uma tesoura de podar”, diz Prochnow. O material foi entregue à Polícia Civil, que está investigando o caso. Prochnow registrou boletim de ocorrência e hoje vai informar ao Exército sobre o roubo.

Foram levadas duas carabinas calibre 22, quatro carabinas de ar chumbinho e três carabinas seta, além de sete caixas com 3,5 mil chumbinhos. “São armas caras. Uma carabina 22 chega a custar R$ 15 mil.” Uma das armas roubadas foi um prêmio recebido durante a Schützenfest, em outubro.

A suspeita é de que os ladrões vão vender o armamento fora da região. Prochnow explica que as duas carabinas 22 são armas de fogo, mas acredita que elas dificilmente serão usadas para outra finalidade que não competições de tiro. De acordo com ele, as peças pesam cerca de oito quilos e disparam um tiro por vez. Segundo Prochnow, câmeras de monitoramento devem ser instaladas no local para tentar evitar novas invasões.

O furto assustou a dona de casa Maria Inês Rahn, 46 anos, que mora ao lado do Salão Alvorada. Ela diz que arrombamentos são raros nas redondezas. “Dentro da minha casa nunca entraram. Mas um vizinho meu já foi roubado”, conta.

Via jornal AN.