Por: Ricardo Daniel Treis | 5 anos atrás

Via Avante Esportes.


O Grêmio Esportivo Juventus recebeu uma importante notícia nesta semana. Um processo movido em 1998, contra o Botafogo Futebol Clube, de Ribeirão Preto, enfim deve ter um desfecho positivo. Após ser rebaixado para a segunda divisão do futebol de Santa Catarina e se licenciar do futebol, o clube jaraguaense emprestou o atleta Marcio Luiz Alves da Costa ao time ribeirão-pretano.

Porém, os paulistas não honraram o acordo de empréstimo com o Juventus, deixando o clube e o atleta sem receber os valores acordados. Na ocasião, a FIFA impunha severas punições aos clubes inadimplentes e o tricolor jaraguaense resolveu recorrer à justiça, em conjunto com o atleta. Em valores atualizados, a pendência financeira com o tricolor jaraguaense está na casa dos R$ 3 milhões. Isso sem contar a parte que precisa ser paga ao atleta.

Em 2002, o Juventus e o atleta obtiveram ganho de causa e desde então se discute a forma de pagamento. Na sequência o processo passou por um intenso vai-e-vem nos trâmites jurídicos. Enquanto o Moleque Travesso e o atleta queriam o leilão do Estádio Santa Cruz como garantia de pagamento, o Botafogo lutava para ter outros bens penhorados. Com a expedição da carta precatória, enfim parece que a história chegará ao fim.

Segundo o vice-presidente jurídico do Moleque Travesso, Ricardo Ivan Barichello, o processo corria em segredo de justiça e conta com mais de doze volumes. Ele informa que clube foi pego de surpresa com a expedição da carta precatória. Porém, prega a cautela com relação ao pagamento do valor devido, para não criar expectativas frustradas. “A decisão judicial nos garantiu um cheque assinado. O que estava sendo decidido era forma que ele seria descontado. Valores, datas e forma de pagamento ainda estão sendo negociados”, finalizou Barichello.