Por: Misael Freitas | 26/09/2017

Uma pesquisa divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral, o TSE, revelou que 59,6% dos jovens entre 18 e 20 anos de idade possui título de eleitor e votou na última eleição, porém não se interessa por política e não discute com familiares ou amigos os rumos eleitorais do passado.

O estudo foi realizado com 2.600 jovens de diversas regiões do país e Jaraguá do Sul foi a única cidade de Santa Catarina que integrou a pesquisa. O questionário foi estruturado com questões objetivas de múltipla ou única escolha, além de uma entrevista.

De acordo com a pesquisa, as desmotivações para o ato de votar foram bem mais fortes que as motivações, principalmente entre os pesquisados de 16 e 17 anos e os de menor escolaridade. Entre eles, o voto é encarado como um instrumento inócuo, especialmente porque não enxergam as mudanças operadas pós-eleição.

Para a maioria dos jovens, ficou a ideia de que os “políticos são todos iguais”, pois os entrevistados declararam que eles decepcionam a cada ação, são desonestos, corruptos e não apresentam sinal de que irão mudar suas personalidades. Segundo o pensamento da maioria, o voto muda apenas a vida do político, e para melhor.

De forma geral, a pesquisa demonstrou que, entre esses jovens, há uma predisposição em admitir que existe informação, mas que não há o hábito de procurá-la por falta de interesse.

Entre os que votaram, há um pequeno percentual de eleitores que procuraram se informar. As principais fontes de informação são as conversas em família e com os amigos.

A pesquisa demonstrou que, independentemente da idade, quando se fala em eleições, o que vem à cabeça dos jovens é, sobretudo, o termo “corrupção”, entre outros termos, que, em sua maioria, são de conteúdo negativo.

A maioria acredita, mas sem muito aprofundamento, que o voto é um instrumento de poder do cidadão de fazer a sua livre escolha, “ainda que obrigado por lei”.

Veja mais dos resultados desta pesquisa aqui.

Fonte: TSE