Por: Anderson Kreutzfeldt | 4 anos atrás

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“Amor, mandaram desligar o telefone, tô em pânico, ore por mim” – Essa foi a mensagem que Jandira Magdalena (auxiliar administrativa de 27 anos) enviou ao marido Leandro Brito Reis momentos antes de desaparecer. Ela estava em uma clínica para fazer um aborto clandestino. O marido aguardava seu retorno na Rodoviária de Campo Grande duas horas depois. Ele tentou o celular, mas não conseguiu contato com a esposa. O caso foi registrado e assumido pela 35ª DP (Campo Grande).

No dia 29 de agosto, um corpo foi encontrado em um carro carbonizado. Para dificultar a identificação da vítima, seus executores removeram a arcada dentária e o corpo estava sem os membros superiores e inferiores. Embora acredita-se que seja o corpo de Jandira, serão realizados testes de DNA para saber se trata-se realmente do corpo da jovem. Jandira está desaparecida desde o dia 27 de agosto.

De acordo com familiares, ela havia decidido interromper uma gravidez de três meses e meio e havia entrado em contato com uma clínica de aborto clandestina (que havia conseguido por meio de amigas) para fazê-lo.

A polícia investiga a relação entre uma quadrilha especializada na prática de aborto clandestino (responsável pela realização de abortos em várias cidades do Rio de Janeiro) e o desaparecimento da jovem. A peça chave no caso é Rosemere Aparecida Ferreira (Rose) que faz contato com as gestantes e auxilia nos procedimentos cirúrgicos das clínicas clandestinas. Atualmente ela é considerada foragida da justiça e tem mandado de prisão expedido pelo desembargador da Quarta Câmara Criminal do TJRJ.

Fonte: Pragmatismo Político