Por: João Marcos | 5 anos atrás

Está todo mundo comentando na Água Branca. O seu Palmeirense resolveu, no mês passado, aumentar o preço da informação. Agora, quem quiser arrancar do jornaleiro um endereço ou a localização de um prédio no bairro da zona oeste de São Paulo precisa pagar R$ 8.

“Onde fica o posto da previdência social?”, pergunta a advogada Patrícia Rocha, 23, colocando um papel com o nome da rua em cima do balcão do seu Palmeirense. “Custa R$ 8 a informação”, diz ele, mostrando um cartaz colado num vidro da banca.

“Como assim? Não vou pagar”, reclama Patrícia.”Então não sei”, responde o jornaleiro, que tem a banca no bairro há 16 anos -três deles na avenida Francisco Matarazzo, em frente ao parque da Água Branca.

A advogada, então, vira, olha para cima e vê uma placa indicando o edifício que procurava. “Ah, é ali!”

O seu Palmeirense não quis revelar o nome. Nos últimos três meses, ele tem provocado revolta e risos em quem passa pela banca. Comerciantes da região até pensam em imitar a cobrança.

Vou montar uma barraca do lado da banca cobrando 2 mangos.