Por: Gabrielle Figueiredo | 2 anos atrás

A maioria de nós sonha em viajar para outro país, seja ele qual for. Garanto que no fundo dos seus pensamentos existe algum lugar neste mundão que você adoraria conhecer. Eu mesma tenho uma listinha com os países que quero visitar algum dia.

Com as melhores condições para viajar, seja na diversidade de agências e processos mais facilitados, a quantidade de pessoas que largaram suas vidas no Brasil para viver uma experiência em outro país aumentou.

E tem jaraguaenses encarando esse desafio pelo mundo afora, como é o caso da estudante Bárbara Berns. No dia 12 de agosto, ela saiu do Brasil com destino a Auckland, na Nova Zelândia, país com um fuso horário de 15 horas de diferença daqui.

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Bárbara programou seu intercâmbio pela agência Intercultural Jaraguá do Sul, e vai passar, ao total, quatro meses longe de casa para melhorar a aperfeiçoar o seu inglês, já que havia feito um curso que durou sete anos por aqui.

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Nós conversamos com a Bárbara para saber como foi sua chegada e esse primeiro mês na casa de uma família de Auckland. Confira o bate-papo que tivemos com ela:

Por Acaso: Como foi a viagem? Quanto tempo durou, desde a sua saída de casa até a chegada no novo lar?

Bárbara: A minha viagem foi ótima! Eu sai de casa no dia 12 de agosto, numa quarta-feira, às 7h30 e cheguei em Curitiba às 9h40. Chegando lá, eu fiz o check-in e aproveitei os últimos instantes com a minha família antes de ir para a sala de embarque. Cheguei em São Paulo e esperei até o meu próximo voo para o Chile, às 16h20. O meu voo de Santiago para Auckland atrasou e eu acabei chegando duas horas atrasada, mas deu tudo certo! Cheguei muito cansada, mas aliviada em casa.

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Últimos momentos no Brasil.

PA: Aconteceu algo inusitado durante?
B: Durante a minha jornada até Auckland eu fiz amizade com algumas pessoas. Para mim foi bem inusitado, tendo em vista que eu achei que não faria amizade assim tão fácil. Em cada lugar que eu ia passando eu conhecia pessoas diferentes e acumulava algumas histórias para contar.

PA: O que se arrependeu de não ter posto na mala?
B: Na verdade eu até acho que trouxe muita coisa pra cá, porque eu vim com duas malas bem cheias, mas o que eu me arrependi de não ter posto na mala, que eu precisei assim que cheguei, foi o guarda-chuva. O clima aqui em Auckland é muito instável. Mesmo se o dia amanhecer lindo com um sol bem forte ninguém aqui estranha se no final no dia cair aquela chuva. Por isso eu não saio mais de casa sem o querido guarda-chuva na bolsa.

PA: Como é o clima daí? Está sentindo muita diferença?
B: Aqui nós temos as quatro estação do ano no mesmo dia. Uma hora chove, aí o sol abre, esquenta e no final do dia bate aquele ventinho frio. O tempo é bem parecido com o de Jaraguá, só que mais frio.

PA: Como tem sido viver com uma família “nova”? Eles possuem algum costume diferente?
B: A família que me acolheu é muito querida. Eles são acolhedores e me ajudam no que eu preciso. Não reparei nenhum costume extremamente diferente de uma família do Brasil, pelo menos até o momento.

Casa onde Bárbara está vivendo na Nova Zelândia.

Casa onde Bárbara está vivendo na Nova Zelândia.

PA: Na diferença de costumes do país, quais são os mais interessantes que encontrou?
B: Um costume kiwi, que é como eles chamam os nativos daqui, é cumprimentar a outra pessoa encostando os narizes. É super diferente do Brasil, mas é muito divertido. Os nativos daqui são muito educados e respeitadores. Claro que eles não saem nas ruas encostando os narizes nos narizes dos outros, é mais comum entre as pessoas daqui mesmo.

PA: Para ir estudar, está utilizando os meios públicos de transporte? Está conseguindo se virar bem?
B: Sim, estou utilizando o trem todos os dias para ir e voltar da escola. A estação de trem é do lado da minha casa e bem perto da minha escola, no centro. Os trens são limpos, tranquilos e extremamente pontuais.

PA: E o que está achando da gastronomia? Qual prato que você experimentou e gostou e qual você não gostou.
B: Um prato muito comum aqui é o famoso fish and chips, peixe com batata frita. É o meu favorito tendo em vista que eu adoro batata frita! Um diferencial das comidas daqui é que geralmente elas são bem apimentadas. Eu, como não sou muito fã de comida apimentada, não me dei muito bem!

PA: Já fez novos amigos? De onde eles são?
B: Já fiz vários amigos, estou fazendo desde que sai do Brasil, pra falar a verdade. Tenho amigos de vários lugares do mundo, como Arábia Saudita, Bélgica, França, Japão, Coréia, Alemanha.

Uma das turmas da nova escola.

PA: Você tem contato com brasileiros?
B: Conheço vários brasileiros que estão na mesma escola que eu. Já fiz amizade com alguns, mas já concordamos em falarmos só em inglês, pois foi pra isso que viemos pra cá, pra falar inglês.

PA: Qual a receptividade do pessoal daí com brasileiros?
B: Os neozelandeses são extremamente bem educados e muito receptivos com todos. Percebi isso desde o dia em que eu andei de ônibus pela primeira vez. Todos que entram no ônibus cumprimentam o motorista e quando saem, agradecem. Isso é uma coisa que eu admiro muito e confesso e não vejo muito disso no Brasil.

PA: O que você mais gosta da cidade onde está morando?
B: Eu adoro a natureza daqui! A maioria das casas não tem portão, os lugares são grandes e abertos, geralmente expondo jardins verdes e floridos! A cidade é bem cuidada! Sem falar nas praias! É uma mais bonita do que a outra.

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PA: Qual a maior dificuldade na sua adaptação?
B: A maior dificuldade pra mim é o frio. A cidade de Auckland fica na ilha norte da Nova Zelândia, que por sua vez, é mais quente do que a Ilha Sul, mas mesmo assim continua sendo muito mais fria do que a minha cidade no Brasil. Confesso que mesmo estando três semanas por aqui ainda não me acostumei!

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PA: Já está sentindo falta de alguma coisa por aqui?
B: Sinto falta, principalmente, da minha família, e do meu quarto, minha cama, todas as minhas coisas. Mesmo estando muito feliz aqui, o coração fica bem apertado de vez em quando…

Esse é o quarto da Bárbara por quatro meses.

Esse será o quarto da Bárbara por quatro meses.

PA: Que coisas de Jaraguá gostaria de ver aí, e quais coisas que já experimentou e que gostaria que houvessem aqui em Jaraguá?
B: Não só de Jaraguá, mas do Brasil inteiro, sinto falta de brigadeiro! Sendo comum só no Brasil, eu não consegui encontrar nada tão bom quanto o nosso famoso brigadeiro.

PA: Qual o maior obstáculo, e como foi superado para que você realizasse essa viagem?
B: O maior obstáculo foi, com certeza, ter deixado tudo no Brasil e ter vindo sozinha. Sou extremamente dependente da minha família, então pra mim só o fato de eu estar num país tão longe, sozinha e ainda tendo que me comunicar em outra língua, já me sinto vitoriosa!
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PA: Estando aí agora, que conselho daria a si mesma alguns meses atrás, quando tudo passava de uma ideia?
B: Acho que eu me daria o conselho de não ter me preocupado tanto. Eu sou uma pessoa que pensa demais e não havia um dia se quer que não pensasse nessa viagem. Está tudo acontecendo tão bem que eu poderia ter ficado mais relaxada antes de ter vindo.

PA: Pra quem está querendo ir, você pode comentar algo sobre os custos da Nova Zelândia?
B: A Nova Zelândia não é um país considerado acessível para o intercâmbio. Acredito que alguns outros países sejam bem mais baratos, como Canadá. Mas é um país lindo, limpo e muito acolhedor. Eu escolhi vir pra cá e não me arrependo. Eu recomendo e digo que estou vivendo a maior experiência da minha vida!


E você ai, é intercambista, foi ou quer se tornar um? Mande já um e-mail pra gente (contato@poracaso.com) com seu nome e telefone! Estamos com uns projeto aqui em rascunho, você pode ser parte dele.  🙂