Jaraguá do Sul – Santa Catarina

Em 1864 a princesa Isabel, filha do imperador Pedro II, casou-se com o Gastão de Orléans, Conde d’Eu. Como parte do dote constavam as terras que vieram a formar o município de Jaraguá do Sul.

Ao engenheiro e coronel honorário do Exército Brasileiro, Emílio Carlos Jourdan, amigo do conde d’Eu e da princesa Isabel, ficou encarregado da demarcação das terras, que se localizavam entre a margem direita do Rio Itapocu e a esquerda do Rio Jaraguá indo, ao Norte, até o Rio Negro. No início eram 12 léguas quadradas, sendo aumentadas posteriormente para 25 léguas quadradas.

Durante o processo da demarcação, Jourdan contratou ferreiros, marceneiros, carpinteiros, pedreiros e lavradores, a maioria vindo do nordeste, para a construção do engenho e a plantação da lavoura de cana-de-açúcar.

Em 1879, O engenheiro Krohne saiu de São Bento para explorar a região, abrindo picada pelo rio Itapocu até Jaraguá. Já os colonizadores Otto Hillbrecht e sua família chegaram em 1897, cursando o rio Itapocu em canoas, seguidos por outros, no mesmo ano. Com a República, as terras dotais voltaram a ser patrimônio da União.

Durante sua história, Jaraguá pertenceu a São Francisco do Sul, Paraty (atual Araquari) e a Joinville. Somente no século passado, pelo Decreto nº 565 de 26.3.1934, Jaraguá foi desmembrado de Joinville, tornando-se município. Por ocasião da emancipação, o novo município denominou-se simplesmente Jaraguá, sendo seu nome alterado para Jaraguá do Sul em 31 de dezembro de 1943, pelo Decreto-Lei estadual nº 941, por haver outro município mais antigo com o mesmo nome, localizado no estado de Goiás.

O topônimo Jaraguá é de origem tupi-guarani e significa “Senhor do Vale”. É como os índios chamavam o Morro da Boa Vista, um dos mais imponentes na cidade.

Para Calixto D. Borges, um dos canoeiros de Jourdan, as máquinas para o engenho Jaraguá chegaram no dia 15 de abril de 1876. Sendo esta data contestada e na impossibilidade de precisar a do real estabelecimento de Emílio Carlos Jourdan na localidade, decidiu-se por 25 de Julho de 1876 como a data de fundação de Jaraguá do Sul, dia em que também são homenageados o imigrante, o colono e o motorista.

Meio Ambiente

No município fica a sede de uma das principais ONGs ambientalistas de Santa Catarina, o Instituto Rã-bugio para Conservação da Biodiversidade, que atua na área de educação ambiental e criou o Centro Interpretativo da Mata Atlântica (CIMA).

O CIMA foi implantado numa área preservada de 40,6 hectares de Mata Atlântica no bairro Barra do Rio Cerro que dispõe de uma triha interpretativa de 1.150 metros de extensão. É usado para as atividades de educação ambiental das escolas de Jaraguá do Sul e região. É uma espécie de sala de aula ao ar livre. O Plano Diretor do Município prevê a transformação desta área preservada em Unidade de Conservação da natureza, na categoria de Parque Natural, que é de proteção integral.

No CIMA os estudantes aprendem sobre a biodiversidade local e sobre os serviços ambientais da Mata Atlântica, como a conservação dos recursos hídricos (rios e nascentes) e o armazenamento de carbono que fica estocado nas árvores e seria liberado para a atmosfera em caso de desmatamento, o que agrava o problema do aquecimento global

Há outras ONGs em Jaraguá do Sul que se propõe a defender o meio ambiente, como a ADEAJS – Associação pela Defesa Ambiental de Jaraguá do Sul.

Economia

Jaraguá do Sul é a quinta maior economia de Santa Catarina, atrás apenas de Joinville, Blumenau, Florianópolis e Itajaí, sendo o terceiro núcleo industrial do estado e sede de algumas das maiores empresas do Brasil nos setores metal-mecânico e de confecções. É conhecida como “Capital Nacional da Malha”. Destacam-se também empresas do ramo de tecnologia e prestação de serviços.

Jonathas Guerra