Por: Isah Sanson | 14/12/2011

A Universidade de Kyoto, no Japão, publicou os resultados de um estudo bastante interessante envolvendo chimpanzés e humanos. Na busca constante por entender de fato como funciona o cérebro, os cientistas procuraram descobrir se os nossos primos têm conexões neurais o bastante para serem capazes de cruzar seus sentidos, assim como alguns de nós também o podem.

Esse fenômeno sensorial é conhecido como sinestesia. Trata-se de quando uma pessoa pode olhar para uma folha em branco com um círculo vermelho e explicá-lo como um som. O que torna a sinestesia uma condição incrível para se explorar é o fato de que a mesma dinâmica sensorial vale não só para captação de informações, mas também para coisas em nossa mente, como emoções, memórias, sentimentos e especialmente sensações.

No caso do estudo recente dos japoneses, um programa de computador foi utilizado para comparar com que nível de habilidades ambos homem e chimpanzés estabeleceriam as associações entre sentidos cruzados, nesse caso, imagem e som.

O programa utilizado para a experiência mostra um pequeno quadrado com a cor branca/preta deveria ser rapidamente correspondido com seu equivalente (outros dois quadrados branco/preto maiores) um pouco acima. Foram associados então ruídos altos e baixos, agudos e graves a ambos os quadrados, branco e preto.

Após a consecução de todos os testes, os resultados mostraram que os chimpanzés foram um pouco melhores do que nós na tarefa, 93% contra nossos 90%, embora a diferença seja bastante baixa e o nível de sucesso possa ser considerado alto em ambos os lados. As primeiras conclusões implicam que os chimpanzés também detenham uma capacidade inata – ou seja, não adquirida – de combinar diferentes canais sensoriais durante a percepção.

Dá uma olhadinha no vídeo do experimento: 

Com informações de Tecnoblog.