Por: Ricardo Daniel Treis | 27/09/2012

Imagino a quantidade de cartas que ela vai receber agora com “ótimas ideias” de Pottermaniacs. O trecho abaixo é de entrevista dada à New Yorker.

“Dizer adeus foi como a morte pra mim, mas, de verdade, em relação à história de Harry, não tenho mais nada a escrever. Se acontecesse, seria uma exploração, e eu não seria capaz disso. Obviamente havia um apetite [do público] por oito, nove, dez livros, mas eu não conseguiria. Conheço aquele mundo tão bem que entrar e sair dele, pra mim, é como atravessar a porta da frente da minha casa. Mas eu tinha o suficiente para sete romances, e ir além seria ganância. Por isso escrevi o epílogo. Ele está levando uma vida tranquila, e fez por merecer e pronto. Dito isso, eu sempre deixei a porta aberta, porque não sou cruel. Se eu tiver alguma ideia fabulosa relacionada àquele universo, eu faria, porque adoro escrever sobre esse mundo. Mas tem que ser uma grande ideia, não pode ser algo mecânico, juntar pedaços e colá-los de novo. Sou contrária à ideia de um prelúdio ou uma sequência, nunca vi isso funcionar direito na literatura ou no cinema. Questão de gosto mesmo.”

A mulher está sentada numa mina de ouro, mas não se importa… Tenho uma profunda admiração por artistas que respeitam a essência de suas obras.