Por: Max Pires | 6 anos atrás

Pesquisa do IBGE mostra que a média salarial de quem tem nível superior cresceu 0,3% de 2003 a 2010, bem abaixo da média geral de salários, que cresceu 19%. Ainda assim, jovens relutam em buscar profissões técnicas.

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O Brasil tem longa “tradição nefasta de desvalorizar as profissões manuais”, analisa o especialista em recursos humanos e educação profissional da Universidade de São Paulo José Pastore. Ele acredita, entretanto, que esse quadro venha a mudar com a valorização que as profissões técnicas estão tendo, devido a grande demanda.

O técnico em planejamento e pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Paulo Meyer Nascimento, salienta que “no Brasil existe um viés muito grande para formar administradores, advogados e educadores, o que não é necessariamente ruim, o problema é formar pouco pessoal de caráter mais técnico-científico, como engenheiros, profissionais mais ligados a setores de pesquisa e desenvolvimento tecnológico”. Isso significa que nas carreiras de ensino superior cuja carência ainda é grande o crescimento na remuneração foi bem superior à média. São “engenheiros, tecnólogos e profissões mais relacionadas ao setor produtivo mesmo e a tecnologia”, afirma.

O diretor regional do SENAI de Santa Catarina, Sérgio Roberto Arruda, observa que o Brasil deve criar 8 milhões de postos de trabalho até 2015, número equivalente ao de pessoas desempregadas. “O desafio será ter essas pessoas com a capacitação requerida pelo mundo do trabalho”, salienta Arruda.

Veja a integra das duas reportagens sobre o assunto:

Jovens brasileiros relutam em buscar formação técnica

Salário dos brasileiros com ensino superior aumenta menos que a média