Por: Ariston Sal Junior | 22/07/2014

o-WOMAN-AIDS-facebook A geração que iniciou sua vida sexual agora, ou mesmo nos últimos anos, não cresceu sobre o fantasma da Aids* que assolava o mundo na segunda metade dos anos 1980 e início dos anos 1990. Pensar em transar sem camisinha era muito improvável, pois o medo de se infectar era real, próximo, estava na mídia o tempo todo, estava nos casos de famosos morrendo em consequência do HIV e isso bastava para que uma minoria não se protegesse para o ato sexual.

Atualmente esse panorama mudou. A morte em consequência do vírus parece ter se tornado distante, não palpável. Como se fosse “ficcão”, ou uma história somente de gerações passadas. Prova disso são os comentários esdrúxulos, tipo: “não sou o Batman para usar ‘capa'”! Resultado? O número de infectados mundialmente caiu 27,5% entre 2005  2013 e no Brasil o número aumentou 11% no mesmo período.

Em Jaraguá do Sul, infelizmente, os dados também não são otimistas e parece que as pessoas ativas sexualmente se esquecem que a Aids é uma realidade. Nos laboratórios do município são diagnosticados de 70 a 80 novos casos anualmente. Mesmo com campanhas de prevenção e conscientização todos os anos e a facilidade a informação que possuímos, nada disso serve para que as pessoas se previnam.

De acordo com a psicóloga e coordenadora do Programa Municipal de Controle da DSTs, Aids e Hepatites Virais, Fabiane Silva Ananias, “as pessoas devem se preocupar e procurar pelo teste, pois todos estão expostos aos riscos”.

Com que frequência você transa sem camisinha?
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* As principais formas de contágio são: Sexo sem camisinha; compartilhar seringas; instrumentos que furam ou cortam não esterilizados e de mãe para filho.