Por: Sistema Por Acaso | 23/07/2014

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O estado norte-americano do Kansas emitiu um alerta sanitário, depois que uma menina de nove anos morreu contaminada por uma espécie de ameba, que tem um apetite um tanto incomum: Ela come cérebros.

Hally Yust faleceu na última semana. Ela passou os dias do feriado emendado de 4 de Julho (Independência dos EUA) brincando em lagos do Kansas. Alguns testes, feitos em laboratório, constataram que a menina contraiu o parasita Naegleria fowleri, que vive em águas doces. Nesse mesmo alerta, o Departamento de Saúde e Ambiente do estado informa que o risco de infecção é extremamente baixo, sofrendo um aumento durante o verão, por causa da temperatura das águas e da maior frequência de pessoas se divertindo nelas. Nos últimos 50 anos, foram registrados pouco mais de 130 casos envolvendo essa bactéria. Entretanto, 34 deles ocorreram nos últimos 10 anos.

Se tinha algo que Hally gostava muito de fazer, era brincar na água. A menina praticava esqui aquático. Mesmo com a dor de perder a filha, os pais de Hally encorajaram as pessoas a não deixar de praticar atividades aquáticas. “Devia estar muito chato no seu nas últimas semanas e, então, Deus procurou na terra e achou a pessoa mais interessante, dinâmica e fantástica que Ele poderia achar e disse: ‘Hally, você tem de vir comigo’”, afirmou a mãe da garota.

Geralmente, a ameba adentra no corpo humano através do nariz, no momento em que a pessoa está nadando com a cabeça abaixo da água, e chega ao cérebro. Por causa disso, as instruções do orgão sanitário são de manter as narinas fechadas quando for nadar, usar pregadores nasais ou não nadar com a cabeça submersa.

Os sintomas aparecem aproximadamente cinco dias após o momento da infecção, e são: Dor de cabeça, febre, náusea, torcicolo, vômito, confusão, desatenção, alucinações, ansiedade e perda de equilíbrio.

A Florida já havia emitido um alerta sobre essa mesma infecção no mês passado. No ano de 2013, Zachary Reyna, 12 anos, foi infectada pela mesma no lago nas proximidades de sua casa. Kali Hardig, 12 anos também contraiu a mesma bactéria, mas sobreviveu. De todos os mais de 130 casos, apenas Kali e mais duas pessoas tiveram a sorte de viver para contar a história.

via Época/G1