Por: Ricardo Daniel Treis | 8 anos atrás

Em contrapartida à essa cacalhada que vende remédio contrabandeado ou rouba dinheiro público pra montar em mais dinheiro, olha o perfil do jaraguaense decente:

CATADORES DE PAPEL ENCONTRAM E DEVOLVEM R$ 75 MIL
No início da tarde de quarta-feira, um homem numa moto surpreeendeu duas funcionárias de uma empresa do bairro Nova Brasília. Elas estavam chegando ao local de trabalho com os malotes que continham o pagamento dos funcionários da empresa.

Segundo a Polícia Militar, o suspeito as abordou e levou as duas bolsas. Dentro delas, havia aproximadamente R$ 75 mil. Ainda na quarta-feira, a polícia fez buscas nos arredores da empresa, mas não encontrou suspeitos.

Mas uma dona de casa, que pediu para não ser identificada, viu quando o motociclista jogou as bolsas num terreno baldio no bairro Vila Lenzi.

Terreno baldio na Vila Lenzi

Desconfiada, a mulher procurou os vizinhos, um homem de 80 anos e uma mulher de 63, que trabalham como catadores de papel. Os três foram até o terreno e pegaram os malotes para ver o que havia dentro deles.

Ao abrirem as bolsas, a surpresa: “Quando vi aquele monte de dinheiro, até fiquei arrepiada. Olhei para minha vizinha e disse: ‘Só pode ser coisa roubada. Temos de chama a polícia’”.

Apesar de viver numa casa modesta, a catadora de papel disse que em momento algum pensou em ficar com o dinheiro. Depois de uma rápida conversa entre eles, foi a mulher que viu o malote ser jogado pelo motociclista que ligou para a Polícia Militar. Rapidamente, os policiais e funcionárias da empresa recolheram o dinheiro.


E alou, espero tenham sido devidamente recompensados.

Notícia do AN


UPDATE
Parte da entrevista com eles:

AN – Em algum momento vocês chegaram a pensar em ficar com o dinheiro?
Senhora – Em momento algum. A gente precisa preservar o pouco que tem, mas com honestidade. Há dois meses entraram aqui e levaram o dinheiro da reciclagem do dia, do meu marido e o meu, da pensão da minha mãe, que era viva na época. Mas se fizeram o mal para mim não quer dizer que eu tenha que fazer o mesmo para os outros.