Por: Ricardo Daniel Treis | 28/02/2011

Tarde de sábado, faz sol, está quente. Na casa ao lado do condomínio, os vizinhos reúnem mais dois casais de amigos. Um deles abre o porta-malas do Scort, sentindo-se à vontade para compartilhar o ruído sertanejo com a vizinhança. Duas horas depois, a moradora do quarto andar abre a janela:
– Ei, vocês não podem baixar o volume aí, a gente quer descansar aqui.
Uma das visitas femininas, devidamente encorajada à cervejinhas, manifesta-se com sabedoria:
– Ah, fecha a janela!
– Já está fechada, o barulho que é muito!
– Ah, então sai daí. Sua chaaaaata!
Vendo a colega soltar argumento tão rico e maduro em defesa da preservação da festinha, a visita feminina número 2 também sentiu-se à vontade para manifestar-se, e lançou outro torpedo salomânico:
– Não quer ouvir barulho? Entãããão… (pausa) Bota um algodão no ouvido!


Sério, humanidade, saiu da caverna pra isso?