Por: Ricardo Daniel Treis | 28/06/2010

Mais um demi-feriadinho batendo aí, 15h já tá tudo parado porque às 15h30 tem Brasil X Chile batendo no telão. Indo numas de curiosidade, peguei dois artigos da Super pra trazer um pouco de dados pra essa segunda-feira. Vamos então com duas perguntas que você não poderia continuar vivendo sem saber a resposta:

Por que a Copa do Mundo foi inventada?
O primeiro amistoso internacional aconteceu em 1872, entre Inglaterra e Escócia (dois dos países que formam o Reino Unido): 0 x 0, diante de 4 mil espectadores. Campeonatos entre países seria questão de tempo. Em 1900, o futebol já fazia parte dos Jogos Olímpicos.

Em 1904, quando a Fifa foi criada, falou-se, pela primeira vez, na organização de um Mundial fora das Olimpíadas. Não vingou. O torneio olímpico cresceu e ganhou status mundial. Quando o Uruguai conquistou o ouro em 1924 (Paris) e em 1928 (Amsterdã), passou a ser chamado de “bicampeão mundial”. Mas os Jogos Olímpicos tinham um porém: eram abertos apenas a amadores, e o futebol já era profissional em boa parte da Europa. Por isso, um dos fundadores da Fifa, o francês Jules Rimet, retomou a idéia da Copa no congresso da entidade, em Barcelona, em 1929. Nem todo mundo aprovou: os países escandinavos (com seu futebol amador), votaram contra. Quem mais fez campanha foi o Uruguai: animado pelo sucesso olímpico, queria organizar em casa um campeonato, de preferência coincidindo com o centenário da independência: 1930.

Por que a Copa só acontece de quatro em quatro anos?
Para não coincidir com os Jogos Olímpicos. O atual presidente da Fifa, o suíço Sepp Blatter, já andou falando em organizar o Mundial de dois em dois anos, de olho no faturamento que isso poderia trazer. Mas a idéia esbarra em vários obstáculos, alguns fáceis de superar, outros menos. Entre eles: a dificuldade de encontrar datas para realizar as Eliminatórias; a resistência dos clubes europeus, que não gostam de ceder seus jogadores às seleções semana sim, semana não; o caro investimento para organizar o Mundial. Sem falar que, talvez, a Copa perdesse um pouco da graça se perdêssemos uma e o torcedor dissesse: “Tudo bem, daqui a dois anos tem outra”.