Por: Tita Pretti | 3 anos atrás

Na correria do dia a dia ou na calada da noite, você sabe que ele sempre está lá para te salvar: o posto de combustível.

Por mais que os atendentes da classe não sejam exatamente vendedores, eles lidam diretamente com o público, prontos para encarar qualquer situação: tem cliente que joga aquele papo maroto na loja de conveniência pra comprar bebida alcoólica depois do horário, tem aquele que passa pra bater um rango depois da balada e fica fazendo piadinha com quem tá do outro lado do balcão, tem os simpáticos, os pacientes com as filas, entre tantos outros tipos.

Você já parou pra pensar nas histórias que esses atendentes têm pra contar? Confere aqui duas revelações anônimas que vão te surpreender…

Atendente #1: “IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIT’S TIIIIIIMEEEEEE!!!”

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“Trabalho como caixa de uma loja de conveniências há quase dez anos. E nesse tempo, acho que a história mais louca que vi foi uma briga entre uma dondoca e um frentista. A mulher tinha quase uns 50 anos de idade e estava muito arrumada, com salto alto, cabelo e unhas bem feitos. Ela foi ao posto abastecer e pediu para colocar R$ 20 reais de gasolina comum. Só que o frentista entendeu errado e acabou colocando R$ 30 reais.

Quando ela entrou na loja de conveniência para pagar e descobriu que o valor estava errado, ela surtou…reclamou do atendimento falando muito palavrão, e (literalmente) chamou o atendente para a briga. Ela começou a bater boca e partiu pra cima dele, dando tapas, socos e arranhões no rosto. No começo ele só tentou se defender, explicando que foi um mal entendido, mas depois acabou partindo pra cima da dondoca, que ficou toda descabelada. No final, ela saiu sem pagar e ele ficou sem emprego.”

Atendente #2: “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”

canonmaefilha

Imagem ilustrativa

“Já estou trabalhando no posto faz 7 anos e sempre gostei de conversar com os clientes. Pra mim, é um prazer dar bom dia, boa tarde, boa noite, brincar, ajudar a deixar o dia de alguém mais gostoso. Essas conversas são muito boas pro nosso trabalho ficar mais prazeroso também. Eu e minhas colegas sempre atendíamos uma mãe e sua filha, que é autista. A menina é uma boneca de tão linda e querida. A gente sempre dava oi pra ela, puxava assunto, falava que ela era muito fofa. E a mãe sempre dizia que ela não falava, que não adiantava insistir, porque ela tinha dificuldades para conversar com as pessoas. Mas a gente nem ligava e tentava conversar mesmo assim.

Um dia, a garotinha (que tinha uns 7 anos) não só respondeu, como abriu um sorriso bem grandão e começou a conversar com a gente. A mãe ficou bem surpresa, arregalou os olhos e ficou com eles cheios de lágrimas. Ela disse que era a primeira vez que a filha fazia isso com outras pessoas, além dela. Foi um dia muito especial. Acho que a mãe começou a acreditar mais na filha, entender que ela é normal como todo mundo. E elas continuaram voltando no posto, pra nossa alegria também.”

Este post é o terceiro da série “Histórias de Vendedor”, que traz depoimentos anônimos sobre os funcionários do comércio de Jaraguá do Sul. Nas rodas de conversa, não é muito incomum escutar comentários negativos em relação ao atendimento prestado aqui na cidade. A ideia é ver o outro lado história. Como é a vida de quem trabalha servindo aos outros? Quais são as situações que eles enfrentam no dia a dia?

Se você curtiu essas histórias, então com certeza vai gostar desses outros posts:

– Histórias de vendedor #01

– Histórias de vendedor #02

– Será que você é um bom cliente?