Por: Tita Pretti | 4 anos atrás

Depois do post  “Histórias de Vendedor” (confere ali no link, garanto que você vai curtir), recebemos um retorno tão bacana dos leitores e dos próprios vendedores da cidade que decidimos fazer uma série de postagens com revelações anônimas de quem trabalha no comércio de Jaraguá do Sul.

Quais histórias eles têm pra contar? Muita gente reclama do atendimento do comércio na cidade, mas será que são bons clientes? Convidamos vocês a conhecer o outro lado da história, para refletir sobre nossas atitudes e da sociedade como um todo.

Comerciante # 1: “O barato pode sair caro”

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“Várias histórias engraçadas já aconteceram nessas feiras de ponta de estoque. Uma vez, teve uma dessas na Arena Jaraguá. A loja em que eu trabalho montou um estande lá vendendo roupas de marca, mas não havia provador. Sem lugar para se trocar, o lugar ficou cheio de gente provando as peças do mostruário por cima das próprias roupas. Tinha gente que nem provava e dizia que aquele era o tamanho ideal, mesmo que a gente percebesse que o tamanho estava errado. Acho que para algumas delas, o que mais importava era o preço baixo da peça de marca. Percebíamos que a maioria das pessoas comprava sem procurar qualidade, bom atendimento ou confiança no produto que estava comprando. O que você dá mais valor? Qualidade? Benefício? E os produtos que comprou nessas feiras, você realmente já usou eles? Certamente, as bolsas em formato de animais que meu colega vendeu devem estar guardados no fundo dos guarda-roupas até hoje…”

BalloonsComerciante # 2: “A gente colhe o que planta”
“Tenho várias histórias e umas bem cabeludas até, em relação ao desrespeito com a classe do comércio. Mas vou preferir contar uma das inúmeras boas histórias que já vivi no comércio. Eu trabalhava numa loja que vendia roupas e acessórios fitness, onde dois anos depois passei a ser sócia. A loja ficava dentro de uma academia onde circulava muita gente, todo tipo de perfil. Tinha muita gente legal mesmo, que além de clientes se tornaram amigos que tenho contato até hoje.

Uma situação que jamais vou esquecer foi que um grupo de clientes (umas 10 pessoas) se organizou junto com meus pais e amigos para preparar uma festa surpresa de aniversário para mim. Nossa, achei o máximo… quando eu vi eles chegando, cantando parabéns e chamando os alunos que lá estavam pra também participar da festa, foi inesquecível!

Esse tipo de atitude demonstra que quando há respeito de ambas as partes, a relação tende a se expandir de forma muito prazerosa. Somos prestadores de serviço e não empregados de alguns clientes que correm para as lojas, sem tempo, estressados e que acham que podem descontar suas frustrações nos atendentes.”